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Que computador usar para gravar áudio?

Neste post vamos abordar um assunto que sempre gera dúvidas. Que computador usar para gravação em home studio?  Na verdade, não há uma resposta única para esta pergunta e cada um tem a sua preferência. O que eu considero mais importante é ter um bom processador e um bom buffer de memória RAM para não ter a surpresa de ter o computador dando aquele clássico erro de falta de memória. Aqui vale a regra quanto mais melhor. Recomendo, no entanto, no mínimo 8 Gb e um processador pelo menos i5. Consegui bons resultados com um MacBook Pro Duo Core já um pouco antigo, mas ao gravar voz e violão simultaneamente já tive problemas de overflow.

Sobre usar Mac ou PC, o que vai definir é que software quer usar. Eu por exemplo, uso o Logic Pro X da Apple, então preciso necessariamente de um Mac. Se você vai usar Pro Tools, Cubase Pro ou algum software livre como Audacity, poderá usar boas configurações de PC’s  com excelentes resultados.

Para quem não quer gastar muito, mas não abre mão de ter um Mac, um excelente custo benefício é usar o Mac mini. Este computador não vem com monitor, teclado ou mouse, porém vem com conexões bluetooth tanto para o teclado quanto para o mouse. Então, basta conectar um teclado e mouse Apple via bluetooth para ter todas as funcionalidades. Você pode usar as portas USB para conectar teclado padrão e mouse também, no entanto, nos teclados tradicionais as teclas Ctrl não funcionam com a mesma função de Comand, então para alguns comando você não terá a facilidade de usar um teclado Apple, mas dá pra sobreviver. Eu uso um teclado ABNT USB para os caracteres em português e basicamente para edição de texto e um teclado wireless Apple para ter as funcionalidades que o teclado padrão não tem.

O mini Mac vem com quatro portas USB, 2 thunderbolt, uma saída HDMI e entrada para cabo de rede. Um ponto muito legal é que apesar de ser um desktop, o mini Mac já vem com acesso WiFi, então você pode escolher conectar-se à rede wireless ou via cabo. Outro ponto importante são as entradas Thunderbolt que podem através de um conector se transformarem em quaisquer entradas necessárias. Eu por exemplo, uso uma interface de áudio que pode se conectar ao computador usando porta USB ou Firewire. Se quero usar a porta Fire Wire, basta adquirir um adaptador thunderbolt para firewire e fazer a conexão. A porta Thunderbolt pode ser também usada para conectar um outro monitor através de um cabo de conexão thunderbolt para VGA, por exemplo, ou Thunderbolt para HDMI.

Vale a pena também  comentar aqui das dificuldades que tive para conectar a minha interface de áudio no PC. Foi preciso entrar no site do fabricante e baixar o driver, instalá-lo no Windows e depois de várias configurações o sistema estava funcionando. No Mac, bastou conectar e o Logic Pro X já reconheceu a interface. Deixo claro aqui, que esta foi minha experiência o que não significa que todas as interfacers serão reconhecidas automaticamente.

Pra quem se interessar em comparar um Mac mini, ainda achará caro compra-lo no Brasil, mas se está viajando para os Estados Unidos há modelos a partir de US$500. Uma boa configuração não sairá mais de US$1000, mais barato que muitos PC’s com configuração inferior comprados aqui, mesmo considerando os impostos pagos no caso de exceder a cota da Receita Federal.

Outra boa notícia é que dependendo do fornecedor, a Amazon entrega no Brasil, então vale a pena simular o valor do equipamento e o frete antes de adquirir a máquina aqui.

Vou deixar alguns links de computadores e acessórios a seguir para quem tem interesse em montar seu home studio.

 

 





Dica de livro: Como Tocar Guitarra Passo a Passo

Dica de Livro : Como Tocar Guitarra Passo a Passo

Todas as vezes que vou a uma livraria, não deixo de dar uma boa olhada nas opções de livros de música. Gosto de avaliar o há de novo ou se o que está sendo lançado é mais do mesmo. Tem muita coisa boa editada em português e para todos os níveis.

Vou postar algumas dicas aqui de livros que adquiri e vou tentar listar os prós e contras quando necessário.

O livro que escolhi para inciar é um guia para guitarristas COMO TOCAR GUITARRA PASSO A PASSO : O GUIA COMPLETO PARA DOMINAR A GUITARRA.

Vou deixar aqui também algumas opções de compra para facilitar a vida:

Como tocar guitarra passo a passo – Livraria Cultura

Como tocar guitarra passo a passo – Saraiva

Pra quem gosta de ler em inglês e estiver nos Estados Unidos ou preferir importar segue o link da Amazon:      How to play guitar step by step

iconO legal deste livro é que ele vem com um DVD que podes er usado em PC ou MAC. Este DVD é apenas para computador, ou seja, não vai funcionar se você plugar no se aparelho de Blue ray ou DVD player. Basta clicar no ícone Start_Macuniversal.app ou Mac intel.apppara Mac ou o arquivo equivalente para Windows. Ao clicar vai abrir uma janela perguntando se concorda com os termos contidos no arquivo LeiaMe.html. Clique sim. Testei no meu Mac e não tive que usar o ícone Macintell.app porque meu Mac usa um processador Intel. No DVD você terá basicamente quatro ícones:

Sessões : Nesta sessão você poderá praticar as técnicas e exercícios apresentados no livro para desenvolver suas habilidades com o instrumento. Os arquivos de vídeo estão organizados com a página a que se referem no livro o que facilita bastante para acompanhar e localizar-se. Na sessão há uma mostra de diversos gêneros musicais como blues, rock, funk, country, R&B, reggae, Pop e jazz o que ajuda a quem está começando a diferenciar os diferentes gêneros musicais.

Técnicas: Aqui poderá ouvir as técnicas descritas nas sessões do livro. Elas são tocadas por um guitarrista profissional. São divididas em duas sessões. na primeira mostra como afinar a guitarra, postura ao tocar, como segurar e tocar com a palheta ou com os dedos, acordes e power chords. na segunda sessão mostra sessões básicas de hammer-on e pull-off e também alguns acordes maiores e menores. Se você já domina estas técnicas não perca tempo com esta sessão.

Exercícios: Veja e ouça todos os exercícios descritos nas sessões do livro para incrementar seu modo de tocar.

Material bônus: Faixas de áudio para você improvisar

O livro possui 352 páginas e é dividido em seis capítulos.

Capítulo 1 – Os equipamentos. Nesta parte você tem um overview sobre a guitarra, violão, aparelhagem de som como por exemplo, os amplificadores e pedais de efeito. Nesta parte dos efeitos o mais legal é que ao descrever o efeito há indicações de músicas onde são empregados. Por exemplo, o efeito chorus é usado em músicas como Paradise city do Guns N’ Roses (introdução da música).

O capítulo 2 é dedicado à teoria essencial com conceitos básicos de notas, escalas, tonalidades e localização das notas musicais no braço da guitarra. Neste capítulo são mostradas as regras de construção de acordes e também as noções de ritmo e tempo.

O capítulo 3 é a parte mais interessante e rica do livro (também é a maior em número de páginas) e vai trabalhar as 10 sessões que estão no DVD, passando pelas técnicas básicas e seguindo para temas avançados como acordes, escalas (maiores, pentatônicas, blues, etc.), sistema CAGED, progressões de acordes, acordes dissonantes ( Sus2, sus4, add9, inversões, etc), solos e riffs e finalizando com os gêneros musicais.

O capítulo 4 dá dicas de como se tornar um artista, como fazer composições ou cover de músicas. há dicas também de como tocar em grupo e como formar uma banda.

O capítulo 5 dedica-se à manutenção da guitarra, dicas de escolha e ajuste de cordas, limpeza e cuidados no armazenamento e transporte do instrumento além também de customização do instrumento.

O capitulo 8 traz recursos úteis como um dicionário de acordes e dicionário de escalas com os desenhos no braço da guitarra. O dicionário traz as escalas maiores, pentatônica maior, menor natural e pentatônica menor.

O livro termina com um glossário e índice remissivo que é bastante útil, se você precisa buscar um assunto específico.

Enfim, vale muito a pena para quem quer se aprofundar neste tema.

Não encontrei este livro na versão digital.



O que são e como usar os acordes diminutos

O que são acordes diminutos e para que servem?
O acorde diminuto pode ser usado de diversas maneiras e há muitas dúvidas sobre como aplica-lo. Uma das aplicações é usá-lo como acorde de passagem para dar um colorido à harmonia, podendo também ser usado nas modulações (mudanças de tonalidades, aproximações cromáticas, substituição da dominante, etc). Vamos primeiro entender como ele é formado e então veremos alguns exemplos de como utilizá-lo.

O termo diminuto significa diminuir e é usualmente aplicado quando temos um intervalo justo ou menor que foi abaixado em um semitom. Ao se falar em acorde diminuto, temos pelo menos três formas:
A primeira é a tríade diminuta em que um acorde menor tem sua quinta abaixada em um semitom. Por exemplo, o acorde de dó menor (Cm) é formado pela tônica dó (C ), a terça menor mi bemol (Eb) e a quinta justa sol (G). Desta forma, se abaixamos a quinta em um semitom temos a tríade diminuta de dó representada pela cifra C5b (formado pelas notas C, Eb, Gb). Podemos definir uma fórmula para sua formação sendo 1,3m,5b, onde os números representam os graus da escala maior. Então 1 é a tônica, 3 é a terça maior e no nosso caso 3b é a terça menor (abaixa meio tom na terça maior), 5 é a quinta justa, sendo que no nosso caso 5b é a quinta diminuta
O segundo tipo é o acorde meio diminuto que parte da tríade diminuta acrescentando a sétima menor, e cuja cifra para o acorde de dó meio diminuto é C75b ou CØ. A fórmula para este acorde é 1,3m, 5b, 7b (tônica, terça menor, quinta diminuta e sétima menor) que neste exemplo é formado pelas notas C,Eb,Gb,Bb.
A terceira forma é o acorde diminuto cuja fórmula é 1,3b,5b, 7bb, então 7b é a sétima menor e 7bb a sétima diminuta. Em resumo, dado um acorde maior com sétima qualquer (lembrando que no acorde de sétima esta é a sétima menor), devemos abaixar meio tom na terça, meio tom na quinta e meio tom na sétima menor, ficando desta forma, tônica, terça menor, quinta diminuta e sétima diminuta. No nosso exemplo em dó, temos o dó diminuto cifrado da seguinte forma: C°.

Vamos ver alguns exemplos de acordes diminutos em diversas tonalidades:
C° : As notas do acorde maior são C, E, G. Acrescentando a sétima temos C, E, G, Bb. Aplicando a fórmula temos C, Eb, Gb, Bbb (ou C, Eb, Gb, A). Bbb (si dobrado bemol) é enarmônico de lá, mas do ponto de vista de nomenclatura não é correto notar como A e sim Bbb.

D° : Partindo do acorde maior com sétima: D, F#,A , Cb e baixando a terça quinta e sétima temos: D, F, Ab, Cbb (ou D, F, Ab, Bb).

Resumindo temos:

Os acordes diminutos criam tensão na música. Em harmonia, dizemos que ele pede resolução, pois o som fica “no ar” esperando que algo aconteça. A tensão gera uma expectativa. É como jogar uma bola para o alto e esperar que ela retorne e bata no solo. O momento do retorno da bola é nossa resolução.
Quando montamos o campo harmônico maior (veja nosso post sobre harmônico maior), o acorde meio diminuto aparece no sétimo grau. Os acordes diminutos aparecem no segundo grau dos campos harmônicos menores e os acordes meio diminuto no sexto grau dos campos harmônicos menores (veja nosso post sobre campos harmônicos menores).
Mas a questão básica é: Como e quando posso usá-los?
Vamos verificar alguns usos típicos destes acordes:

Substituto da dominante: Todo acorde diminuto é uma acorde com sétima dominante com a tônica alterada para meio tom acima. Se observarmos os acordes de C7 e C#° veremos que eles possuem três notas em comum o que nos possibilita intercambiá-los, ou seja usar o acordo diminuto meio tom acima como substituto do acorde dominante (com sétima).
Exemplo:
C7 : formado pelas notas C, E, G, Bb
C#°: formado pelas notas C#,E,G, Bb

ǁ Dm7ǀ G7ǀ C7Mǁ pode ser substituído por ǁDm7ǀG#°ǀC7mǁ

(Por questões didáticas não fizemos es encadeamentos dos acordes, ou seja, eles se encontram na posição fundamental para facilitar o entendimento)

Acorde de passagem: O acorde diminuto pode ser usado como acorde de passagem. Quando há, por exemplo a distância de um tom entre um acorde e outro de uma progressão, ele pode ser preenchido com um acorde diminuto.
Exemplo:
ǁ I (1 tom) ii ( 1 tom) iii ( meio tom) IV ( 1 tom) V (1 tom) vi (1 tom) viiǁ

Exemplo:
ǁ C      Dm   ǁ

Como entre  dó e ré há um tom de distãncia, podemos inserir um acorde de passagem entre eles ficando:

ǁ C C#° Dm ǁ

 

 

 Dicas de Livros:

Livro de Harmonia Funcioanal – H.J.Koelreutter- 2a Edição – Livraria Cultura
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Funções Estruturais da harmonia – Arnold Schoenberg- Livraria Cultura
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Vale a pena fazer cursos de música online?

Vale a pena estudar música online?

Esta é uma pergunta que muita gente se faz com tantas possibilidades e promessas de cursos na internet. A resposta é depende! Mas depende do que? Bom, se você é um iniciante, nunca tocou um instrumento, talvez seja interessante começar com um professor que está do seu lado e que vai te dar todas as dicas sobre o instrumento, como tirar o melhor som, etc. É claro que há pessoas que são autodidatas natas e possuem um ouvido fenomenal e conseguem aproveitar bem o curso.

Agora, na minha avaliação o que faz a diferença em um curso, não é se ele é online ou não, mas a didática do instrutor.  Com a tecnologia que temos hoje não há desculpas para não aprender por não ter tempo ou não ter um instrutor por perto. Para quem já conhece música, ou já toca um instrumento os benefícios dos cursos online são muito maiores, mas mesmo iniciantes podem aproveitar bem as oportunidades. Há sempre quem vai criticar ou elogiar. O curso online não exclui o professor, mas complementa.

Que tal, por exemplo, fazer um curso de música com os professores de uma das mais renomadas universidades dos Estados Unidos? E se eu te disser que o curso é grátis? Estou falando de Berklee , Universidade da Califórnia. Com o crescimento das plataformas online, várias universidades estão disponibilizando cursos online gratuitos. É claro que você precisa saber inglês para assistir os vídeos da maioria dos cursos, mas uma coisa legal é que a maioria tem legendas (em geral em inglês e espanhol), mas dá pra dar uma pausadinha no vídeo e buscar uma ou outra palavra no dicionário para quem não é fluente na língua.

Um exemplo bem legal é a plataforma de cursos online Coursera . Através dela são disponibilizados cursos de diversas áreas inclusive de música. A grande maioria dos cursos é disponibilizada gratuitamente. Agora, se você quiser obter um certificado, daí sim, você paga pelo curso, mas pode assistir todas as aulas como ouvinte, o que é fantástico para quem não se importa com obter o certificado, mas quer aumentar seus conhecimentos. Além dos cursos gratuitos,  há também outros  mais avançados e estes sim, são pagos.

Pra quem se interessa em outros assuntos e não somente em música vai encontrar cursos de todas as áreas do conhecimento.

Outro ponto positivo nestas plataformas é que se você comprou um curso, mas não era exatamente o que queria e por algum motivo não atendeu às expectativas da compra você tem um prazo para devolver o curso e pedir reembolso. Uma vez que você compra o curso terá sempre acesso ao conteúdo, mesmo se o instrutor decidir tirá-lo do ar, você continuará tendo acesso. Além disso, há uma dinâmica de avaliação dos cursos que fica pública e é feita pelos próprios alunos.

Está esperando o que? Clica logo nos links e comece a explorar este universo do conhecimento musical.

Deixo alguns links abaixo e sugiro que dê uma navegada em nossa área de cursos onlines.

Alguns cursos de música  da plataforma Coursera:

Fundamentals of Music Theory – The University of Edinburgh 
Introduccion a la guitarra- Berklee
iconComposición de canciones – Berklee
iconIntroduction to Classical Music – Yale University
iconEl músico Moderno – Specialization – Berklee
iconIntroducción a la Producción de Música – Berklee
iconFundamentals of Rehearsing Music Ensembles- The university of North Carolina at Chapel Hill
iconWrite Like Mozart: An Introduction to Classical Music Composition- National University of Singapore
iconCreating Synthesizer Sounds for Electronic Music (Project-Centered Course)- Berklee
iconDesarrollando tu musicalidad -Berklee
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Outra plataforma muito interessante e com diversos cursos de música inclusive em português é a Udemy. Aqui qualquer pessoa pode se tornar um instrutor, então músicos do mundo todo podem publicar seus cursos gratuitos ou pagos. O mais legal é poder contar com o instrutor que responderá suas dúvidas, se você enviá-las, é claro.  Nesta plataforma os cursos de música estão organizados por temas sendo eles : instrumentos, produção, fundamentos da música, canto, técnicas musicais, softwares de música e outros.

Separei alguns cursos de música da Plataforma Udemy além dos que você já encontra em nosso site:

Alguns cursos de música na plataforma Udemy

Curso de violão Popular – O clube do Músico
Explosão Pentatônica- Marcos Annuseck
Curso de Pìano Completo para iniciantes – Luciano Alves
ABC do Violão – Ronaldo Camilo
Pro tools- Português BR – Vinícius B.B. Silva
Tecnologia MIDI em Portugês – Marcus Padrini
Como construir Acordes- Fernando Neves
Curso Vocal: Método de canto completo para melhorar a voz – André Fantom
Curso básico de edição de áudio – André Rossiter
Curso Adobe Audition CC – Veja e Aprenda Treinamentos em softwares
Curso básico de edição de partitura usano o Musescore- Fernando Neves
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O que é série Harmônica na música?

Qual a diferença entre ouvir uma boa música e ouvir outros tipos de som? Uma sirene, por exemplo, ou o choro de uma criança. Por que a música agrada aos ouvidos enquanto outros tipos de som provocam irritação? Por que a combinação de alguns sons agradam aos ouvidos e outros não?

Tudo isso tem a ver com a física do som, ou seja, a forma como as ondas sonoras vibram deslocando o ar e formando ruídos ou notas musicais. A acústica é o ramo da física que estuda os fenômenos do som e harmonia é uma das matérias que trabalha com a combinação das notas musicais de forma a usar as combinações que agradam ao ouvinte.

Qualquer som, seja ele um ruído ou uma nota musical, é produzido pela vibração do ar. Ao tocarmos, por exemplo, uma corda do violão, ele produções vibrações no ar que se repetem. É mais ou menos a mesma situação quando jogamos uma pedra na água e vemos a formação de ondas que se propagam. No nosso caso, nosso meio não é a água, mas o ar. Todo som vibra a uma determinada frequência. Mas o que é frequência? É o número de vezes que uma determinada onda sonora se repete por segundo. Cada ciclo por segundo é chamado de Hertz em homenagem ao físico alemão Heinrich Rudolf Hertz que deu grandes contribuições científicas na área do eletromagnetismo.

Os seres humanos ouvem frequências que vão de 20 a 20.000 Hz (ou 20 kHz = 20.000 Hz).  Bebês chegam a ouvir até 20 kHz, mas à medida que nos tornamos adultos vamos perdendo a habilidade de ouvir frequências mais elevadas. Isso explica o uso de alguns toques de celular em altas frequências impossíveis de serem ouvidas pelo professor, mas facilmente ouvidas pelos adolescentes (Ah, e pelos cães também).

A nota lá do diapasão está na frequência de 440 Hz porque produz um vibração no ar de 440 vezes por segundo. A série harmônica é formada pela sucessão de notas que possuem frequências múltiplas. Se tomarmos o a nota lá do diapasão com frequência de 440 Hz teremos as seguintes frequências múltiplas a ela : 110 Hz, 220 Hz (dobro da fundamental), 330 Hz (triplo da fundamental), 440 Hz (quatro vezes a fundamental, que é nosso lá), 550 Hz (cinco vezes a fundamental), e assim até o infinito. Então a série harmônica é uma série de frequências múltiplas (ou notas notas musicais) infinta.

Mas o que há de especial com estas notas? Quando tocamos a corda do violão, a nota produzida não é apenas a fundamental, ou seja, no caso da nota lá, outras notas vão soar juntamente com ela reforçando e criando uma sensação de preenchimento que agrada aos ouvidos.

A primeira pessoa que percebeu esta relação entre os harmônicos nas notas musicais foi Pitágoras, na Grécia antiga. Sim, é o mesmo cara do teorema, mas isso já é outra história.

Pitágoras percebeu que ao esticar uma corda o seu som variava em função da tensão aplicada, espessura da corda e o seu tamanho.  Então ele começou a fazer experimentos com uma corda esticada e percebeu que se ele a dividisse no meio, ou seja, se tivesse uma corda com exatamente a metade da primeira o som emitido parecia ser o mesmo, mas era mais agudo. Pitágoras estava descobrindo o conceito de oitava. Ele fez outros experimentos, dividindo a corda em 3 partes, 4 partes e cinco partes e percebeu que havia uma consonância entre os sons, ou seja, se combinados eles agradavam aos ouvidos.

Uma forma de verificar o experimento de Pitágoras é medir o comprimento de uma corda do violão com uma fita métrica. Se você fizer isso, vai perceber que a metade entre as extremidades da corda é exatamente a casa 12, que é a oitava da nota solta. Ou seja, se tocamos a nota lá solta e depois pressionamos na casa 12 temos o lá em 440 Hz para a corda solta e o lá em 880 Hz para a corda pressionada na casa 12. Podemos verificar a frequência da nota instalando no celular um aplicativo de afinação que mostra a nota e sua frequência.

Se agora dividimos a corda em três partes, vamos pressionar a casa 7 que é a nota mi que é ouvida quando os outros 2/3 da corda está vibrando. Sabemos que a nota mi é a quinta nota da escala de lá maior e a frequência do mi é 330 Hz que é múltipla de 440 Hz.

Vamos montar em uma tabela os harmônicos e suas respectivas notas:

  1. 110 Hz – A1
  2. 220 Hz – A2 (oitava justa)
  3. 330 Hz – E3 (quinta justa)
  4. 440 Hz – A3 (oitava)
  5. 550 Hz – C#4 (terça maior)
  6. 660 Hz – E4 (quinta justa)
  7. 770 Hz – G4 (sétima menor)
  8. 880 Hz – A4 (oitava)
  9. 990 Hz – B4 (segunda maior)
  10. 1100 Hz – C#5 (quinta justa)
  11. 1210 Hz – D# (4 aumentada)
  12. 1320 hz – E5 (quinta justa)
  13. 1430 Hz – F#5 (sexta maior)
  14. 1540 Hz – G5 (quinta justa)
  15. 1650 Hz – G#5 (sétima maior)
  16. 1760 Hz – A5 (oitava)

Nossa série harmônica então fica: 1,8,5,8,3,5,7,8,2,5,4,5,6,5,7,….

Desta forma, podemos montar nossa série harmônica em qualquer escala. Na escala de dó maior ficaria: C, C, G, C, E, G, Bb, etc.

Com isso podemos definir o que é consonância e o que é dissonância.  Consonância são sons que melhor combinam criando uma sensação agradável ao ouvi-los e são formados pelos intervalos mais próximos à fundamental enquanto dissonância são sons que criam um choque ou uma tensão ao serem ouvidos e estão mais afastados da fundamental quando consideramos uma série de frequências múltiplas.

Mas pra que serve isso? Além de nos ajudar a entender as relações harmônicas e a formação dos acordes, se levamos em consideração as consonâncias e dissonâncias podemos usá-las para transmitir as emoções que desejamos em nossa composição. Vamos usar alguns exemplos: Em uma música composta para canto coral, o que se deseja é uma maior consonância entre as vozes, então ao compor um arranjo que prioriza consonâncias, ou seja, terças, quintas, oitavas e sextas entre as vozes, teremos uma música que ao ser ouvida será facilmente assimilada e considerada agradável. Agora imagine que estamos compondo uma trilha sonora para um filme de suspense e o que queremos é criar uma tensão, criar um ambiente mais sombrio, então fazemos uso das dissonâncias. A bossa nova e o jazz são exemplos de gêneros musicais em que o uso das tensões são usados para enriquecer a harmonia e criar variações que aos serem resolvidas nas consonâncias enriquecem a composição. Enfim, não há certo ou errado. Tudo depende do resultado final que se quer.  Outro ponto importante ao se falar de série harmônica é o seu papel na definição do timbre de um instrumento. Quanto mais harmônicos são gerados, mais encorpado e rico é o som.

Dicas de e-books (Kindle)
Pra quem gosta de livros de papel (clique na capa para comprar):

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Como compor arranjo para coral em quatro vozes Amazing Grace

Vamos falar hoje sobre um tema muito interessante e útil para qualquer gênero musical: o canto coral. Quando vamos fazer um arranjo para vozes é preciso estar atento a algumas regras de vital importância.
A primeira delas é a extensão das vozes. Um coro de quatro vozes em geral é composto por soprano, contralto tenor e baixo. Cada indivíduo tem sua própria extensão sendo que alguns conseguem cantar notas mais agudas e outras notas mais graves. Desta forma, se é um coral profissional com cantores em diversas extensões, é possível explorar mais estas variações, mas se é um coral em que as pessoas não são profissionais, um arranjo muito complexo trará dificuldades para o grupo e muitas vezes não trará o resultado esperado na performance.
A segunda regra é estar atento às pausas necessárias para a respiração. Um conjunto de notas longas muito próximas sem uma pausa para respirar compromete a performance do coro.
A terceira regra é estabelecer a harmonia da música, isto é, os acordes. A harmonia pode ser clássica, sem muitas tensões (muito comum na música sacra) ou com variações e tensões e estilo mais moderno. Se haverá um instrumento acompanhando, as tensões podem ficar a cargo dele. Trabalhar com notas de tensão nas vozes traz uma complexidade adicional e nem sempre o resultado é o que esperamos. Simplicidade facilita a composição e a performance.
Quarta regra: Use a teoria do contraponto para escolher as notas disponíveis para cada voz. Intervalos de terça, quinta, sexta e oitava. No contraponto as quartas são consideradas dissonâncias, mas já foram consideradas consonâncias, então em alguns casos ela combina bem. Já as dissonâncias que são os intervalos de sétima, segunda e qualquer intervalo diminuto ou aumentado devem ser evitadas na composição. Desta forma, uma das possibilidades é considerar uma das vozes ( em geral a melodia) como cantus firmus e compor as demais com base nela. Eu acho interessante basear por exemplo, o contralto na melodia que é cantada pelo soprano, depois usar o contralto como cantus firmus e compor o tenor. Já o baixo, é interessante manter as notas mais graves da harmonia. Todas as regras do contraponto clássico podem ser usadas nesta etapa e trazem bons resultados.
Quinta regra: Verifique se alguma voz não está chocando com o acorde dado pela harmonia ou se não está chocando com outras vozes criando dissonâncias. Ao ouvir dissonâncias nosso ouvido irá perceber que algo não está combinando. Se isso ocorrer, revise novamente.
Sexta regra: Evite movimentos bruscos, ou seja, não crie saltos nas vozes. É claro que às vezes queremos criar saltos de propósito, mas fazer disso uma regra e todo tempo pode não agradar ao ouvinte. É importante cantar a composição para cada voz. Lembre-se que alguém terá que cantar a sua composição e quanto mais coerente e de fácil memorização ela for, melhor o resultado.
Como exemplo, trabalhamos a música sacra Amazing Grace, composta originalmente por John Newton no século XVIII (publicado em 1779) e depois gravada por Elvis Presley (veja o vídeo).

Adaptamos a harmonia  com algumas tensões para serem tocadas ao piano e abrimos em quatro vozes. Para este exemplo, optamos por um arranjo bem simples e com a mesma métrica para todas as notas.

A figura a seguir mostra a melodia e sua respectiva harmonia.

No compasso 8 criamos uma passagem com um acorde diminuto para ser tocado ao piano enquanto as vozes descansam.

A partir desta harmonia, usamos a melodia na voz soprano e as notas dos acordes no baixo. O contralto foi criado a partir do soprano usando apenas consonâncias e o tenor por sua vez foi escrito a partir do contralto usando também consonâncias. O resultado é mostrado na figura a seguir, sendo que abaixo de cada nota está escrito o intervalo usado.

 

No primeiro compasso temos sol e dó como notas da melodia escritas para o soprano. Na linha do contralto temos sexta e terça formando mi que é a sexta e sol e mi novamente que é a terça de dó. Assim, o contralto canta na mesma métrica, porém canta a mesma nota no primeiro compasso. Já o tenor canta dó e dó formando sextas com a nota dó do contralto e neste compasso fazem movimentos paralelos.

Seguem abaixo alguns cursos interessantes para desenvolver técnica vocal. Não deixem de dar uma olhada. Lembrando que qualquer cursos da UDEMY tem garantia de devolução de até 30 dias da compra caso não atendas ás espectativas.

 

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Opções de livros para aprender aplicar a teoria de contraponto na música popular ou sacra

CONTRAPONTO EM MUSICA POPULAR FUNDAMENTAÇAO TEORICA E APLICAÇOES COMPOSICIONAIS (Carlos Almada)
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Aprenda mais sobre contraponto : Music Theory Comprehensive: Part 4 – Modes and Counterpoint

Opções e-book para Kindle (Amazon)

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Partituras para coral – Musicnotes
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Musicais para corais – Online Sheet Music
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O que são dominantes secundários?

dominantes secundários

dominantes secundáriosAcordes dominantes secundários são os acordes que preparam os graus diatônicos. Calma, não se desespere se não sabe o que são graus diatônicos! Os graus diatônicos de uma escala são as notas que formam a escala e estão dentro de uma mesma tonalidade. Por exemplo, se estamos em dó maior o primeiro grau da escala é dó, segundo é ré e assim sucessivamente, sendo todos naturais, já que na armadura de dó maior não há nenhum acidente. Já no tom de ré maior, as notas diatônicas são ré, mi, fá sustenido, sol, lá, si e dó sustenido. Se ficou com dúvida dá uma olhada na nossa página de dicas  sobre tonalidades (Link).

Da mesma forma que temos uma escala de notas, podemos montar uma escala de acordes dentro do campo harmônico de cada tonalidade (dê uma olhada no nosso post de campos harmônicos- Link). Para simplificar, a dominante é a quinta nota da escala ou no caso da escala de acordes é o quinto grau da escala. Em dó maior seria o sol com sétima (G7), em ré maior seria o lá com sétima (A7). Assim como a dominante prepara a tônica que é o primeiro grau da escala, os dominantes secundários são as quintas de cada acorde. Assim, no campo harmônico de dó maior para ir de C para Dm, posso preparar com o A7 que é a quinta de ré, para ir de Dm para Em, preparamos com o B7 que é a quinta de E, de Em para F preparamos com o C7 que é a quinta de F, de F para G preparamos com D7 que é quinta de G e de G para Am preparamos com E7 que é a quinta de A. O único grau da escala que não é usual prepararmos com acorde dominante secundário é o sétimo grau no caso do campo harmônico de dó maior, seria o B meio diminuto por ser um acorde instável. Além disso, sua quinta é o fá sustenido que não é diatônica do tom de dó maior.

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iconNa música saudades da Bahia de Dorival Caymmi, há alguns trechos com uma sequência de dominantes secundários. Do compasso 11 até o final do trecho abaixo temos as seguintes sequências de acordes: Gm7 preparando C7 que por sua vez prepara F7 que prepara Bb7 que prepara Eb.

 

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O que é Walking Bass?

O Walking bass também conhecido como baixo andante, é um estilo bastante utilizado no jazz que cria uma sensação de movimento, ou de caminhada na linha do baixo, e daí seu nome de baixo andante. Embora bastante utilizado no jazz este estilo de baixo já era utilizado na música clássica barroca. Mas vamos falar de atualidades e de música popular.

Vou deixar aqui uma fórmula simples postada em um dos vídeos do Prof. Nelson Faria ( Link para o vídeo) em quatro por quatro que consiste em tocar uma nota do baixo para cada tempo do compasso seguindo a seguinte sequência: Fundamental, quinta abaixo da fundamental, fundamental novamente e uma nota de passagem que pode estar um semitom acima ou abaixo da próxima nota do acorde. Não é recomendado tocar uma quinta acima da fundamental, então na impossibilidade de executar a quinta prefira manter a fundamental e depois tocar uma nota de passagem.

Resolvi seguir a mesma sequência de acordes do Prof. Nelson em iniciando em o primeiro compasso em Mi menor, o segundo compasso em  lá com sétima em seguida Ré maior e por fim si com sétima que prepara para o acorde de mi menor repetindo o ciclo.

Ao escrever o exemplo na partitura mantive a levada do jazz que subdivide cada tempo do compasso em três destacando a última subdivisão. Para isso usei tercinas para obter o swing no playback.

 



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