A História por Trás de “Odeon”: Uma Joia do Choro Brasileiro

Imagine-se caminhando pelas ruas do Rio de Janeiro no início do século XX. O som de um piano ecoa ao longe, misturando-se ao burburinho das pessoas, ao ritmo das carroças e ao calor úmido do verão carioca. De repente, uma melodia cativante chama sua atenção: é algo novo, mas ao mesmo tempo familiar, como se capturasse a alma da cidade em notas musicais. Essa melodia poderia muito bem ser “Odeon”, uma das criações mais famosas de Ernesto Nazareth, um compositor que sabia como ninguém transformar o cotidiano em arte. E a história por trás dessa música? Bom, é tão rica quanto os acordes que a compõem. Vamos mergulhar nela juntos, com calma, como quem aprecia uma boa roda de choro.

Ernesto Nazareth: O Homem que Viveu a Música

Antes de falarmos sobre “Odeon”, vale a pena conhecer um pouco o maestro por trás da obra. Ernesto Júlio de Nazareth nasceu no Rio de Janeiro, em 20 de março de 1863, numa época em que a cidade era um caldeirão cultural, fervilhando com influências europeias, africanas e indígenas. Filho de um despachante aduaneiro e de uma pianista amadora, ele teve seu primeiro contato com a música ainda criança, pelas mãos da mãe, Carolina, que o ensinou a tocar piano. Não demorou muito para que o talento do pequeno Ernesto ficasse evidente.

Com o tempo, Nazareth se tornou um pianista excepcional e um compositor prolífico, deixando um legado de mais de 200 peças, a maioria escrita para piano solo. Sua música é uma mistura única: ele trazia a sofisticação de compositores clássicos como Chopin e Liszt, mas dava a ela um sabor brasileiro, incorporando ritmos como o maxixe e o tango brasileiro. Esse jeito de unir o erudito ao popular fez dele uma figura essencial no desenvolvimento do choro, um gênero que é puro Brasil.

Nazareth viveu a música intensamente. Além de compor, ele trabalhava tocando piano em cinemas e teatros, acompanhando filmes mudos – uma prática comum na época. Era um artista do povo, mas com um pé na sala de concerto. E foi exatamente nesse cenário que “Odeon” nasceu.

“Odeon”: Uma Homenagem ao Cinema Carioca

Agora, vamos ao que interessa: a história de “Odeon”. A peça foi composta em 1910, num momento em que o Rio de Janeiro passava por uma transformação cultural. Uma das novidades da época era o Cinema Odeon, inaugurado na Cinelândia, coração do entretenimento carioca. Esse cinema não era apenas um lugar para ver filmes; era um símbolo de modernidade, um ponto de encontro para artistas, intelectuais e curiosos. E Nazareth, que já tocava em salas como essa, encontrou ali uma inspiração especial.

Conta-se que ele escreveu “Odeon” como uma homenagem àquele espaço. O nome da peça vem do próprio cinema, que por sua vez se inspirava numa tradição antiga: “Odeon” remete aos teatros gregos e romanos, locais de música e apresentações. No Brasil, o termo foi adotado para batizar cinemas e teatros, e o Odeon carioca era um dos mais emblemáticos. Assim, ao nomear sua composição, Nazareth não só celebrava o cinema, mas também conectava sua música a uma ideia maior de arte e cultura.

A data exata da composição é 1910, embora algumas fontes mencionem 1909 por causa da publicação pela Casa Mozart. O mais aceito, porém, é que ele a escreveu em 1910, consolidando-a como um marco daquele ano vibrante.

O Significado de “Odeon”: Um Tango com Alma Brasileira

“Odeon” é classificada como um tango brasileiro, mas não se engane pelo nome: esse tango não tem muito a ver com o drama passional da Argentina. No Brasil, o tango brasileiro é uma evolução do maxixe, cheio de síncopa e com um clima leve, quase dançante. Em “Odeon”, Nazareth captura isso perfeitamente, criando uma peça que é animada, mas com momentos de uma melancolia suave – algo que o choro faz como ninguém.

A estrutura da música segue um formato típico do choro: uma sequência de seções (A-B-A-C-A) que alternam melodias diferentes. A parte A é cheia de energia, com notas rápidas que parecem saltitar no piano. A B traz um tom mais calmo e cantado, enquanto a C introduz um novo tema, mantendo tudo fresco e interessante. É como uma conversa musical, com cada parte trazendo algo novo à mesa.

Para Nazareth, “Odeon” era mais do que uma simples composição. Era um reflexo do Rio de Janeiro da época: cosmopolita, alegre e cheio de vida. E o público logo percebeu isso.

Principais Gravações: De Nazareth a Elis Regina

“Odeon” não demorou a conquistar o coração dos brasileiros – e do mundo. Uma das primeiras gravações foi feita pelo próprio Nazareth, em 1912, num rolo de piano, uma espécie de “disco” da época. Ouvir essa versão é como viajar no tempo, sentindo a energia do compositor em cada nota.

Com o passar dos anos, a peça ganhou vida em várias interpretações. O violonista Dilermando Reis, por exemplo, fez um arranjo lindo para violão que ajudou a levar “Odeon” para além do piano. Já o bandolinista Jacob do Bandolim trouxe sua magia ao gravá-la, mostrando como ela se encaixa perfeitamente no universo do choro. O pianista Arthur Moreira Lima também deixou sua marca, com uma versão que destaca a riqueza técnica da obra.

Mas uma das reinvenções mais surpreendentes veio em 1968, quando Vinicius de Moraes escreveu uma nova letra para “Odeon”. Com versos como “Era um cinema chamado Odeon / Tinha na fachada um coração”, a música virou canção e foi gravada por nomes como Elis Regina e Nara Leão. A letra original é de Hubaldo Maurício, mas a versão de Vinícius trouxe um novo público à peça, provando que ela podia atravessar estilos e gerações.

O Papel de “Odeon” no Choro

Se o choro é o avô do samba e um parente distante do jazz, “Odeon” é um de seus hinos. Esse gênero nasceu no Brasil do século XIX, misturando danças europeias como a polca com ritmos afro-brasileiros. O resultado é uma música cheia de improvisação, técnica e emoção – e “Odeon” tem tudo isso.

A peça é um exemplo clássico do choro por sua estrutura, pelo uso de síncopas e pela forma como equilibra virtuosismo e melodia. Composta numa época em que o choro estava se firmando como gênero, ela ajudou a mostrar do que essa música era capaz. Não é à toa que até hoje ela é presença garantida nas rodas de choro, onde músicos se reúnem para tocar e improvisar.

Nazareth, aliás, é visto como um dos pilares do choro. Ele abriu caminho para outros gigantes, como Pixinguinha, que levaram o gênero a novos patamares. E “Odeon” foi uma das peças que pavimentaram essa estrada.

Influências na Música Moderna

A influência de “Odeon” não parou no choro. Sua melodia marcante e sua harmonia rica ecoaram em outros estilos ao longo do tempo. Heitor Villa-Lobos, por exemplo, admirava Nazareth e bebeu dessa fonte para criar suas obras eruditas com sotaque brasileiro. Na música popular, “Odeon” inspirou arranjos na bossa nova e até no jazz, com músicos explorando suas possibilidades de improviso.

A ideia de misturar o sofisticado com o acessível, tão presente em “Odeon”, também antecipou movimentos como a bossa nova, que anos depois uniria samba e harmonias complexas. E mesmo em gêneros mais distantes, como o rock instrumental, a estrutura melódica da peça já serviu de base para experimentações. É uma música que não se prende a uma época ou estilo – ela simplesmente continua conversando com quem a ouve.

Arranjos para Violão e Piano

Como “Odeon” nasceu no piano, vamos começar por aí. A versão original é um desafio gostoso para pianistas: cheia de escalas rápidas, arpejos e mudanças de humor. Tocar “Odeon” é como dançar com as teclas, exigindo técnica, mas também sensibilidade para capturar sua leveza. Por isso, ela é tão comum em recitais e concursos de piano no Brasil.

Já o violão entrou na história por causa do choro e da popularidade do instrumento entre os brasileiros. Arranjos para violão solo, como os de Dilermando Reis, rearranjam a peça para as seis cordas, mantendo sua essência. Em grupos, o violão muitas vezes faz o acompanhamento, com acordes e contratempos que sustentam a melodia principal. É uma adaptação natural, já que o violão é quase um símbolo da música brasileira.

Arranjo para Violino, Violão e Baixo Acústico

Outros Instrumentos: Um Banquete Musical

No choro, “Odeon” ganha vida em várias formações. O bandolim, com seu som agudo e cristalino, é um dos favoritos – pense em Jacob do Bandolim dedilhando a melodia com aquele swing único. A flauta, ágil e expressiva, também brilha, trazendo leveza às passagens rápidas e um tom cantado às partes mais calmas.

O clarinete, com seu timbre quente, adiciona uma camada de emoção à peça, enquanto o violino traz uma qualidade lírica que faz a melodia soar como uma voz. Esses instrumentos não só tocam o que Nazareth escreveu, mas também improvisam, criando variações que são a alma do choro. É comum ouvir “Odeon” numa roda com essa turma toda – bandolim, flauta, clarinete, violino – cada um dando seu toque especial.

Arranjo para Bandolim e Violão

Um Legado que Não Para de Tocar

Mais de cem anos depois de ser composta, “Odeon” segue viva. Ela é um pedaço do Rio de Janeiro de 1910, mas também é atemporal, conectando passado e presente com suas notas. Seja no piano original, no dedilhado do violão ou na improvisação de uma roda de choro, a música de Nazareth continua a encantar.

Ao contar essa história, celebramos não só “Odeon”, mas também Ernesto Nazareth – um compositor que transformou o cotidiano em arte e ajudou a dar ao Brasil uma voz musical única. Que tal pegar um café, escolher uma gravação e deixar “Odeon” te levar nessa viagem? A música está aí, esperando por você.

Outros Títulos e Produtos

Partitura para Piano Solo (Novalo Music)

Odeon, for guitar: Tango brasileiro op.146 (English Edition) 

¿Quién Será? (Sway): História e Arranjos para um Clássico que Conquistou o Mundo.

Há músicas que transcendem fronteiras, épocas e culturas. Elas têm o poder de nos fazer dançar, sonhar e nos transportar para outros lugares apenas com suas melodias. “Sway”, também conhecida originalmente como “¿Quién Será?”, é uma dessas canções mágicas que conquistou corações ao redor do mundo. Neste post, vamos mergulhar na fascinante história desta música atemporal, explorando suas origens mexicanas, sua jornada para o estrelato internacional e as muitas formas que ela assumiu ao longo dos anos.

Origem Mexicana

Nossa história começa no México, na década de 1950. O cenário musical do país estava fervilhando com criatividade, misturando ritmos tradicionais com influências modernas. Foi neste contexto que nasceu “¿Quién Será?”, a canção que mais tarde se tornaria conhecida internacionalmente como “Sway”.

Compositor

O nome por trás desta obra-prima musical foi Luiz Dem´étrio e Pablo Beltrán Ruiz, Luiz escreveu a primeira versão e vendeu seus direitos ao talentoso compositor e maestro mexicano Pablo Ruiz.

A canção foi composta em 1953, e a inspiração veio de uma combinação de influências musicais e experiências pessoais. O ritmo contagiante do mambo, que estava no auge de sua popularidade, serviu como base para a estrutura rítmica da canção. A melodia, por outro lado, tinha elementos do bolero romântico, criando uma fusão única que capturava tanto a paixão quanto a energia da música latina.

O título “¿Quién Será?” (que significa “Quem Será?” em português) reflete o tema da letra original em espanhol. A canção fala sobre um amor misterioso e sedutor, questionando quem poderia ser essa pessoa que desperta tais sentimentos intensos. Esta combinação de mistério e romance, embalada em um ritmo dançante, provou ser irresistível para o público.

A música foi lançada inicialmente como um instrumental, com a orquestra de Beltrán Ruiz apresentando-a em clubes noturnos e na rádio. A resposta foi imediata e entusiástica. Os dançarinos adoraram o ritmo contagiante, e logo “¿Quién Será?” se tornou um hit local no México.

A Jornada para o Reconhecimento Internacional

O sucesso de “¿Quién Será?” no México não passou despercebido pela indústria musical internacional. Em 1954, a gravadora RCA Victor lançou a música nos Estados Unidos, ainda em sua versão instrumental original. A recepção foi positiva, especialmente nas comunidades latino-americanas, mas o grande salto para a fama mundial ainda estava por vir.

O ponto de virada para “¿Quién Será?” veio quando o letrista americano Norman Gimbel ouviu a música. Gimbel, conhecido por seu talento em adaptar canções estrangeiras para o mercado americano, ficou imediatamente cativado pela melodia sedutora e pelo ritmo irresistível da composição de Beltrán Ruiz.

Norman Gimbel, nascido em 16 de novembro de 1927 no Brooklyn, Nova York, já era um letrista estabelecido quando encontrou “¿Quién Será?”. Ele tinha um dom especial para capturar a essência de músicas estrangeiras e recriá-las de uma forma que ressoasse com o público americano. Seu trabalho anterior incluía adaptações de sucessos brasileiros como “The Girl from Ipanema” e “Summer Samba”.

Para “¿Quién Será?”, Gimbel decidiu não fazer uma tradução literal da letra original em espanhol. Em vez disso, ele criou uma nova letra em inglês que capturava o espírito sedutor e romântico da melodia. O resultado foi “Sway“, uma canção que manteve o apelo dançante do original, mas com letras que falavam diretamente ao público de língua inglesa.

A letra de “Sway” se concentra no poder hipnótico da dança e da música. Frases como “When marimba rhythms start to play, dance with me, make me sway” (Quando os ritmos de marimba começam a tocar, dance comigo, me faça balançar) capturam perfeitamente a atmosfera sensual e envolvente da melodia. A escolha do título “Sway” também foi brilhante, evocando o movimento suave e sedutor da dança.

O Lançamento de “Sway” e seu Impacto Imediato

Em 1954, “Sway” foi lançada nos Estados Unidos, com Dean Martin como o primeiro artista a gravar esta nova versão em inglês. A escolha de Martin foi perfeita. Sua voz suave e seu estilo cool se encaixavam perfeitamente com a atmosfera sofisticada e sedutora da música.

A versão de Dean Martin de “Sway” foi um sucesso instantâneo. Ela alcançou o 15º lugar na parada Billboard Hot 100 e se tornou uma das assinaturas de Martin. A performance de Martin trouxe uma mistura de charme descontraído e romance sutil que ressoou com o público americano e ajudou a estabelecer “Sway” como um clássico atemporal.

O sucesso de “Sway” não se limitou aos Estados Unidos. A música rapidamente se espalhou internacionalmente, sendo traduzida e adaptada para vários idiomas. Na Itália, por exemplo, ela se tornou “Chi sarà” mantendo uma proximidade com o título original em espanhol.

A Evolução de “Sway” ao Longo das Décadas

Desde seu lançamento inicial, “Sway” tem sido regravada e reinterpretada por inúmeros artistas, cada um trazendo sua própria abordagem única para a música. Vamos explorar algumas das versões mais notáveis e como elas contribuíram para a longevidade e popularidade contínua da canção.

Anos 1960 e 1970: A Era do Swing e do Pop

Durante as décadas de 1960 e 1970, “Sway” continuou a ser uma favorita entre os artistas de swing e pop. Artistas como Julie London e Rosemary Clooney lançaram versões que mantiveram o apelo sofisticado da música.

Uma versão particularmente notável deste período foi a de Pérez Prado, o “Rei do Mambo”. Sua interpretação instrumental de 1960 trouxe de volta as raízes latinas da música, com um arranjo vibrante que destacava os metais e a percussão. Esta versão ajudou a reintroduzir “Sway” para uma nova geração de ouvintes e dançarinos.

Os Anos 2000 até Hoje: “Sway” na Era Moderna

Nos últimos 20 anos, “Sway” continuou a fascinar artistas e público. Versões notáveis incluem:

  1. Michael Bublé (2003): A interpretação de Bublé trouxe de volta o estilo big band para “Sway”, com um arranjo luxuoso que homenageava a era do swing enquanto soava fresco e contemporâneo.
  2. The Pussycat Dolls (2004): Esta versão pop dance deu uma reviravolta moderna à música, incorporando elementos de R&B e música eletrônica.
  3. Il Divo (2006): O grupo de ópera pop apresentou uma versão grandiosa de “Sway”, misturando elementos clássicos com pop contemporâneo.
  4. Shaft (2000): Esta versão dance eletrônica trouxe “Sway” para as pistas de dança do novo milênio, provando a versatilidade da composição.

Cada uma dessas interpretações trouxe algo único para “Sway”, demonstrando a incrível adaptabilidade da composição original de Beltrán Ruiz e a genialidade da letra de Gimbel.

“Sway” na Cultura Popular

Além de seu sucesso nas paradas musicais, “Sway” se tornou uma parte integrante da cultura popular, aparecendo em inúmeros filmes, programas de TV e comerciais ao longo dos anos.

“Sway” tem sido utilizada em várias trilhas sonoras de filmes, muitas vezes em cenas de dança ou momentos românticos. Alguns exemplos notáveis incluem:

  1. Shall We Dance?” (2004): Neste filme estrelado por Richard Gere e Jennifer Lopez, “Sway” é apresentada em uma cena de dança memorável que captura perfeitamente o espírito sedutor da música.
  2. “Dark City” (1998): A música aparece em uma cena crucial, adicionando uma camada de mistério e romance ao filme noir de ficção científica.
  3. “Blast from the Past” (1999): “Sway” é usada para estabelecer o ambiente de um clube noturno dos anos 60, destacando seu status atemporal.

Arranjos de “Sway” para Você

Ao longo dos anos, “Sway” foi adaptada para uma variedade de estilos e instrumentações. Aqui estão alguns links onde você poderá ver o vídeo e adquirir a partitura para tocar junto.

Bandolim

O bandolim, com seu som brilhante e articulado, oferece uma interpretação interessante de “Sway”. Os arranjos para bandolim geralmente aproveitam as características únicas do instrumento:

  1. Tremolo: A técnica de tremolo, característica do bandolim, pode ser usada para sustentar notas longas da melodia, criando um efeito semelhante ao vibrato de um cantor.
  2. Ornamentações rápidas: A agilidade do bandolim permite a adição de ornamentações rápidas e floreios à melodia principal, adicionando complexidade e interesse à linha melódica.
  3. Acompanhamento rítmico: Em conjuntos, o bandolim pode alternar entre liderar a melodia e fornecer um acompanhamento rítmico percussivo, aproveitando o ataque afiado das notas do instrumento.

Um arranjo típico de “Sway” para bandolim solo podem ser acompanhados por um instrumento harmônico como é o caso do violão ou piano. O exemplo no vídeo a seguir mostra um arranjo para bandolim com acompanhamento pele violão acústico.

Violino

O violino, com sua capacidade de produzir linhas melódicas expressivas e sustentadas, oferece uma interpretação comovente de “Sway”. Os arranjos para violino frequentemente exploram:

  1. Vibrato expressivo: O vibrato do violino pode capturar a qualidade sensual e emotiva da voz humana na melodia de “Sway”.
  2. Técnicas de arco variadas: Alternar entre arco legato para frases longas e spiccato para passagens mais rítmicas pode adicionar variedade e interesse ao arranjo.
  3. Cordas duplas: Tocar duas cordas simultaneamente permite que o violinista crie harmonias e texturas mais ricas, compensando a natureza monofônica do instrumento.

Arranjos para violino solo podem ser acompanhados por instrumentos harmônicos como o piano ou violão. O vídeo a seguir mostra um exemplo deste tipo de arranjo onde a melodia é tocada pelo violino e o acompanhamento pelo vioão acústico.

Cello e Violão Acústico

Um arranjo de cello e violão acústico para a música “Sway” pode criar uma atmosfera envolvente e sofisticada, destacando a riqueza dos timbres de ambos os instrumentos. O violão acústico, com sua capacidade de fornecer uma base rítmica suave e harmonias complexas, complementa perfeitamente o som profundo e melódico do cello. Juntos, eles podem explorar estilos que vão do jazz ao pop, trazendo uma nova dimensão à música. 

O cello pode assumir o papel de voz principal, interpretando a melodia com expressividade e nuances, enquanto o violão adiciona camadas rítmicas e harmônicas, criando uma interpretação única e cativante. O vídeo a seguir é uma mostra do arranjo para esta música onde o Cello toca a melodia e o violão acústico faz o acompanhamento.

Clarinete en Si bemol e Violão

O clarinete é pouco usado neste estilo de música, mas quando usado para tocar a melodia, cria uma atmosfera sofisticada. É uma excelente pedida para inovar e trazer um pouco da cultura do chorinho onde é bastante usado. O vídeo a seguir traz um arranjo para a música Quien Será (Sway) onde o clarinete em si bemol executa a melodia e o violão acústico toca o acompanhamento.

A Estrutura Musical de “Sway”

Para entender completamente o apelo duradouro de “Sway”, é útil examinar sua estrutura musical. Vamos analisar os elementos-chave que tornam esta música tão cativante:

Ritmo

O ritmo é um dos aspectos mais distintivos de “Sway”. A música é geralmente tocada em um compasso 4/4, mas com uma forte influência do ritmo de bolero-mambo. Este ritmo é caracterizado por:

  • Uma ênfase no segundo e quarto tempos de cada compasso.
  • Um padrão de percussão latina que inclui claves, congas e timbales.
  • Uma linha de baixo que frequentemente usa o padrão “tumbao”, típico da música cubana.

Este ritmo cria uma sensação de movimento constante e ondulante, que é perfeitamente capturada no título em inglês “Sway”.

Melodia

A melodia de “Sway” é notavelmente cativante e memorável. Ela apresenta várias características interessantes:

  • Começa com uma frase ascendente que imediatamente chama a atenção do ouvinte.
  • Usa repetição efetivamente, com frases curtas que são fáceis de lembrar e cantar junto.
  • Incorpora saltos intervalares que criam tensão e resolução, mantendo o interesse do ouvinte.
  • Tem um contorno melódico que reflete o movimento de balanço sugerido pelo título, com frases que sobem e descem de forma graciosa.

Harmonia

A progressão harmônica de “Sway” é relativamente simples, mas eficaz. Ela geralmente segue um padrão de I-V-I (tônica-dominante-tônica) com algumas variações. Esta simplicidade harmônica permite que a melodia e o ritmo brilhem, ao mesmo tempo em que proporciona uma base sólida para improvisações e variações.

Alguns acordes característicos incluem:

  • O uso de acordes de sétima, que adicionam uma qualidade jazzística à progressão.
  • Ocasionais acordes de nona e décima primeira, que adicionam cor e sofisticação.
  • Movimentos cromáticos na linha do baixo, que criam tensão e movimento.

Letra

Embora a versão original em espanhol e a versão em inglês tenham letras diferentes, ambas capturam o espírito sedutor e romântico da música. A letra em inglês, escrita por Norman Gimbel, é particularmente notável por sua eficácia em combinar com a melodia e o ritmo. Frases como “Other dancers may be on the floor, dear, but my eyes will see only you” (Outros dançarinos podem estar no salão, querida, mas meus olhos só verão você) capturam perfeitamente a atmosfera romântica e íntima que a música evoca.

“Sway”, ou “¿Quién Será?”, é muito mais do que apenas uma canção popular. É um testemunho do poder da música para transcender barreiras culturais e linguísticas. Desde suas origens como um mambo mexicano até seu status atual como um standard internacional, “Sway” demonstra como uma melodia cativante, um ritmo irresistível e uma letra evocativa podem se combinar para criar algo verdadeiramente atemporal.

Letra Original em Espanhol (¿Quién Será?)

¿Quién será la que me quiera a mí?
¿Quién será, quien será?
¿Quién será la que me dé su amor?
¿Quién será, quien será?

Yo no sé si la podré encontrar
Yo no sé, yo no sé
Yo no sé si volveré a querer
Yo no sé, yo no sé

He querido volver a vivir
La pasión y el calor de otro amor
De otro amor que me hiciera sentir
Que me hiciera feliz como ayer lo fui

Ay, ¿quién será la que me quiera a mí?
¿Quién será, quien será?
¿Quién será la que me dé su amor?

Letra em Inglês (Sway)

When marimba rhythms starts to play
Dance with me
Make me sway
Like a lazy ocean hugs the shore
Hold me close
Sway me more

Flashing lights of devotion
Circling in slow motion
I kissed the lips of a potion
And now I’m out in the open
So follow me into the dark
Break up a piece of your heart
Sell it for, sell it for, sell it for money and cars
Come out wherever you are
My motivations are
All my temptations are
My heart is racing with sensation
With sensation now
I whip my diamonds out
My time is timeless now
I get so high

(Ah)
The feeling, feeling so supersonic
(Ah)
I try to stop but I just can’t stop it
(Ah)
Dancing in flames, dancing in flames
Sway with me, sway, sway, sway

When marimba rhythms starts to play
Dance with me
Make me sway
Like a lazy ocean hugs the shore
Hold me close
Sway me more

Icy
Yeah, super sly chick (aye) I be on the list
Always in the midst I’ll blow a bag quick
Bad boy want this, bad boy don’t miss (Ha, ha)
Run up on me I bet he get the gist
Harley, Harley catch a quick body
Vroom, vroom, vroom
Like I’m ridin’ a Harley
But I’m in a Rari (Skrrt)
Sorry not sorry (Sorry)
Didn’t say a peep but I know them birds saw me

Tell your people to call me
If it is ‘bout that chicken
The most wanted in Gotham
All your diamonds is missin’
Oh, you thought I was kiddin’
This a suicide mission
You need to make a decision
On what side is you pickin’

(Sway)
See it if I want it I’ma take that
(Sway)
See it if I want it I’ma take that
(I take what I want)
(Sway)
See it if I want it I’ma take that
(Sway, ooh-ooh-ooh-ooh-ohh)
See it if I want it I’ma take that
(Sway)
Girls like me they don’t make that
(Sway)
Girls like me they don’t make that
(Sway)
(Sway with me, sway, sway, sway)
Girls like me they don’t make that
(Sway)

When marimba rhythms starts to play
Dance with me
Make me sway
Like a lazy ocean hugs the shore
Hold me close
Sway me more

They can see the show is beginnin’
All the devils are singin’
Climbing up on the chandelier
You can’t stop me from swingin’
So follow me into the dark
Break up a piece of your heart
Sell it for, sell it for, sell it for money and cars
Come out wherever you are

When marimba rhythms starts to play
(Oh-oh-oh)
Dance with me
Make me sway
Like a lazy ocean hugs the shore
Hold me close
Sway me more

Música sem Segredos
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