Faça sua Própria Tablatura para cavaquinho

Olá amantes do samba e do choro! Neste post vamos ensinar como criar uma tablatura para cavaquinho usando o Musescore Studio. Recentemente o software Open Source de edição de partitura ganhou novas atualizações e passou a se chamar Musescore Studio. Isso se deve pelo fato de agora ser possível usar timbres de samples como o Decent Sampler, Kontakt e até mesmo o MuseHub desenvolvido para ser usado com o Musescore. Assim, o a evolução do nosso software está cada vez mais próxima de ser uma estação de áudio ou do inglês – DAW (Digital Audio Workstation).

Baixando o Programa

Então, se ainda não tem o software instalado, você o encontra na página de downloads do Musescore. Fique atento aos requisitos mínimos para instalar o programa. Esta última versão requer pelo menos o Windows 10 ou Mac OS 11.5. Você terá opção de baixar com ou sem o MuseHub (Bibliotca de samples para o Musescore). Outro ponto importante é a configuração do seu computador, já que esta nova versão precisa de mais capacidade de processador. Então faça o teste, mas se verificar que está com lentidão pode ser que você vai precisar usar uma das versões anteriores. A versão 3.6 roda bem, mas não traz os benefícios da versão 4.

Neste post vamos trabalhar com a versão 4.3.2 do Musescore Studio, mas não se preocupe, ao final dou algumas dicas de como proceder caso você esteja usando uma versão mais antiga. O básico da edição de partituras é o mesmo, com algumas pequenas mudanças em alguns comandos e no layout principalmente do mixer.

Criando uma Partitura

Então mãos à obra. Ao abrir o Musescore escolha iniciar uma nova partitura. Se não aparecer o pop-up em sua tela, vá em File (Arquivo) e depois em New (Novo). Irá abrir em sua tela uma janela para que você escolha o instrumento.

Musescore - escolha de instrumento

Pesquise por cavaquinho (tanto na versão em inglês quanto na versão em português) e você já verá algumas opções. Na figura a seguir você pode notar que aparece Cavaquinho (tablature) e Cavaquinho. Caso você escolha a tablatura, você não terá a opção de transforma uma partitura em tablatura, mas deverá editar a tablatura diretamente. Não é esse o método que vamos usar. A ideia é partir da partitura e gerar a tablatura de forma automática.

Musescore - inserindo cavaquinho

Então escolha a opção cavaquinho. Então clique na seta do lado direito e seu instrumento será inserido na lista do lado direito. Então clique em Next (seguinte para configurar a sua partitura). Para este post vamos usar um trecho do chorinho Odeon de Ernesto Nazareth. Esta partitura está em 2/2 e em mi menor. Então escolha estas configurações na tela seguinte.

Configurando a Partitura

Musescore-  parametros da partitura

Perceba que a música inicia com um compasso anacruse (pickup em inglês). Para essa música escolha deixar um compasso incial (anacruse) com um tempo para inserir as primeiras notas da música. Sugiro que também escolha a opção de mostrar o andamento (tempo) e escolha 75 bpm para este choro. Você pode já completar o título, compositor e outras informações, mas pode fazer isso posteriormente também.

Ao confirmar, a partitura em branco abrirá para que você entre com as notas. Neste post não entraremos nos detalhes de como inserir as notas musicais, mas você pode encontrar outros no nosso site e no nosso canal do YouTube que ensinam como fazer isso (veja este post se quer saber como inserir as notas usando o teclado do computador).

Musescore- criando partitura

Criando a Tablatura a Partir de uma Partitura

Agora vamos inserir um trecho da música e a partitura ficará da seguinte forma:

Musescore- trecho Odeon

Agora vá no menu ao lado e escolha instruments (instrumentos). Você irá clicar no triângulo à esquerda instrumento (Cavaquinho) e irá abrir algumas opções.

cavaquinho no Musescore

Então clique na engrenagem da linha Tremble clef (clave de sol) e escolha create a linked staff (criar uma pauta vinculada).

criando tablatura para cavaquinho no musescore

Você verá que a partitura criará um novo instrumento exatamente igual, mas qualquer nota que você alterar na primeira irá automaticamente ser alterada na segunda. Agora basta configurar a segunda pauta para tablatura. Para fazer isso , basta clicar na engrenagem de novo e escolher Tablatura de 4 cordas. Há vários tipos de tablatura, sendo que algumas trazem mais informações que outras. O melhor é testar e ver qual melhor se adapta a você. Eu particularmente prefiro a simples que é mais simples e sem muita distração.

Tablatura para Cavaquinho no Musescore Studio

A figura a seguir mostra a partitura e logo abaixo a tablatura.

Odeon - trecho de partitura com tablatura

Ajuste a Tonalidade se Necessário

Você deve ter notado que o registro ficou bastante alto, precisando usar notas dos trastes 14 a 19. Se por outro lado baixarmos uma oitava a parte grave n]ao terá notas já que estarão abaixo da nota mais grave (ré) neste caso. Uma alternativa é mudar o tom da música ou alterar o arranjo, mas isso já é assunto para outro post.

Experimente alterar a tonalidade desta música para lá menor e verá que ficará muito mais confortável para tocá-la no cavaquinho.

Afinações Fora do Padrão

O padrão desta tablatura está na afinação ré-sol-si-ré. Para verificar, basta criar um compasso com as notas das cordas soltas do cavaquinho. Veja a seguir como fica:

Cavaquinho - afinação Re sol si ré

Se você for usar outra afinação, como por exemplo, ré-sol-si-mi que possui a mesma afinação do violão, poderá editar. Para fazer isso clique com o botão direito sobre a tablatura e escolha propriedades da pauta ou da parte (staff / part properties). Na parte inferior da janela há uma opção de alterar os dados das cordas. Então clique na primeira corda e clique em editar alterando então para E5.

cavaquinho - mudando afinação na tablatura do musescore studio

Agora fazendo o mesmo procedimento, mas mudando a nota mais aguda para mi ao invés de ré:

cavaquinho- afinação re sol si mi

Dicas para versões Anteriores

Nas versões do Musescore anteriores à 4, não há a opção de criar uma partitura associada (linkada) que atualize automaticamente. Para resolver este problema você terá que inserir um novo instrumento e neste momento escolher cavquinho (partitura). Lembre que no início não optamos por esta pauta. Feito isso, basta selecionar toda a pauta que possui a clave de sol copiar (ctrl+C no Windows ou Command+C no Mac) e depois colar na pauta com a tablatura (Ctrl -v no Windows e Command + V no Mac). O único detalhe é que para cada mudança que você faça na pauta com clave de sol terá que refazer este procedimento, já que ele não é automático.

Dica Extra para as duas versões

Vale a pena conferir a tablatura no instrumento ao final. Nem sempre a nota inserida automaticamente é a melhor posição. Pode ser que você queira fazer uma mesma nota na segunda corda (si) ao invés da primeira (ré ou mi dependendo da afinação). Então, basta clicar sobre a nota, segurar o botão do mouse clicado e movê-la para a corda que desejar.

Espero ter ajudado! Agora, Bora lá montar suas próprias tablaturas para cavaquinho!

Villa-Lobos: Uma Jornada Sonora pela Cultura brasileira.

Prepare-se para uma viagem fascinante pela vida e obra de Heitor Villa-Lobos, o maestro que revolucionou a paisagem sonora brasileira e a levou ao palco mundial. Villa-Lobos, mais do que um simples compositor, foi um verdadeiro alquimista sonoro. Ele conseguiu fundir a rica música popular brasileira com a tradição clássica europeia, criando um universo musical único e inconfundível.

Raízes Cariocas e Alma Viajante

Nossa jornada começa no Rio de Janeiro em 1887, onde Heitor Villa-Lobos nasceu em meio a um ambiente cultural vibrante. Filho de um violoncelista amador e de uma família que amava música, Villa-Lobos demonstrou um talento excepcional desde cedo. O violão e o violoncelo se tornaram seus inseparáveis companheiros, abrindo as portas para um universo de possibilidades sonoras.

A inquietação, no entanto, pulsava em suas veias. Insatisfeito com a educação musical formal, Villa-Lobos decidiu explorar o Brasil profundo, absorvendo as melodias e ritmos das mais diversas regiões. Do batuque do samba carioca ao ritmo nordestino, passando pela energia contagiante do frevo pernambucano, cada experiência moldou sua identidade musical.

A Música como Instrumento de Educação

Villa-Lobos não se restringiu apenas à composição e regência. Ele sonhava com um Brasil onde a música fosse acessível a todos, servindo como um instrumento de educação e transformação social. Sua visão inovadora levou à criação do Orfeão dos Coros Escolares, um projeto que introduziu o canto coral nas escolas públicas, despertando o amor pela música em milhares de crianças.

Villa-Lobos acreditava que a música tinha o poder de despertar a sensibilidade, a criatividade e o senso de coletividade. Para ele, a educação musical era essencial para a formação do cidadão e para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Bachianas Brasileiras

Ao longo de sua prolífica carreira, Villa-Lobos compôs uma vasta obra que abrange desde peças para violão solo até sinfonias e óperas. As Bachianas Brasileiras é uma das obras mais conhecidas internacionalmente do compositor e são verdadeiras obras-primas.

Nas Bachianas Brasileiras, Villa-Lobos realiza um diálogo musical entre o compositor alemão Johann Sebastian Bach e a música popular brasileira. Em nove suítes, ele mescla a complexidade da música barroca com os ritmos e melodias do folclore brasileiro, criando uma obra de beleza e originalidade surpreendentes.

As Bachianas são um exemplo da capacidade de Villa-Lobos de transcender as fronteiras entre os gêneros musicais. Ele demonstra que a música popular brasileira, muitas vezes vista como “menor”, pode dialogar em pé de igualdade com a tradição erudita europeia.

Ao todo as Bachianas são compostas de nove composições. Os movimentos possuem nomes clássicos como por exemplo, Introdução, mas entre parêntesis trazem alguma palavra em português como por exemplo Embolada, na Bachianas N.o 1. Essa é uma das maneiras de Villa-Lobos envocar a cultura brasileira em sua obra.

Bachianas No. 1

No vídeo a seguir você pode ouvir as Bachianas N0. 1 interpretada pela Orquestra Filarmônica de Berlim. Esta obra possui três movimentos e foi composta para Cellos. O primeiro movimento é a Introdução (Embolada), o segundo é o Prelúdio (Modinha) e o terceiro uma Fuga (Conversa)

Bachianas No. 2

Nas Bachianas No.2 encontramos o famoso tema “O Trenzinho do Caipira”. Villa-Lobos incorpora em sua música os sons do da viagem de trem através dos instrumentos da orquestra. A chegada do trem na estação e o barulho dos freios é tocada de forma impressionante pelos violinos.

O ritmo constante e pulsante imita o som de um trem em movimento, os instrumentos de sopro, como trompetes e trombones, são usados para imitar o apito do trem. A percussão, especialmente o prato, é usada para simular o som do trem passando por trilhos e cruzamentos e as cordas são usadas para criar uma textura sonora que lembra o barulho contínuo do trem.

No vídeo a seguir você pode ouvir a obra completa interpretada pela Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. A composição possui 4 movimentos, sendo: Prelúdio (O canto do capadócio) , Ária (O canto da nossa terra), Dança (Lembrança do sertão) e Tocata (O trenzinho do caipira).

Bachianas No. 3

As Bachianas No. 3 é um concerto para piano e orquestra, embora Villa-Lobos não tenha dado nome de concerto à obra.

A obra tem quatro movimentos: 1. Prelúdio (Ponteio) 2. Fantasia (Devaneio) 3. Ária (Modinha) 4. Toccata (Picapau). O Prelúdio (Ponteio) Este movimento é uma introdução lenta e meditativa que estabelece o tom para a peça. É caracterizado por sua melodia lírica e harmonia rica. A Fantasia (Devaneio)  é o movimento mais longo e complexo da peça. Ele apresenta uma série de variações temáticas e é marcado por sua estrutura livre e improvisada. A Ária (Modinha) é uma canção lírica e emotiva. É uma homenagem à modinha, um tipo de canção popular brasileira e a Toccata (Picapau)  é o movimento final e é caracterizado por seu ritmo rápido e energético. É uma representação musical do pássaro picapau, conhecido por seu bater rápido e repetitivo.

No vídeo a seguir você pode ouvir a Bachianas número 3 completa interpretada pela Orquestra Filarmônica Húngara.

Bachianas No.4

As Bachianas No.4 foi composta originalmente para piano. No entanto, Villa-Lobos também fez uma transcrição para orquestra em 1942. Portanto, a peça pode ser executada tanto em uma configuração solo de piano quanto em uma configuração orquestral. A versão orquestral é conhecida por sua rica instrumentação e a versão para piano destaca as convergências entre as linguagens barroca e brasileira

A obra possui quatro movimentos. São eles: 1.Prelúdio (Introdução) 2. Coral (Canto do sertão) 3. Ária (Cantiga) e 4. Dança (Miudinho).

No vídeo a seguir você pode ouvir a Bachianas número 3 completa interpretada pela Orquestra Sinfônica de São Paulo.

Bachianas No. 5

A Bachianas No. 5 foi composta para oito violoncelos e voz soprano. É uma das mais conhecidas obras de Villa-Lobos internacionamente e foi a mais gravada no Brasil e no âmbito internacional.

No vídeo a seguir você pode ouvir a Bachianas número 5 interpretada pela Orquestra Sinfônica de Berlin e na voz da soprano Anna Prohaska. Esta Bachiana possui dois movimentos escritos para 8 violoncellos e Soprano.

Primeiro Movimento (Ária/Cantilena):

  • Este movimento é caracterizado por uma melodia vocal expressiva, apoiada pela harmonia dos violoncelos.
  • A letra é um poema de Ruth Correia Leite Cardoso, que Villa-Lobos escolheu por sua beleza lírica e conexão com a natureza.
  • A prosódia do poema é cuidadosamente considerada na composição, com a melodia e o ritmo da música refletindo o fluxo natural das palavras.

Segundo Movimento (Dança/Martelo):

  • Este movimento é uma representação musical dos pássaros brasileiros, com a letra de Manuel Bandeira descrevendo várias espécies em seu habitat natural.
  • A música neste movimento é mais animada e rítmica, refletindo a energia e a diversidade da vida selvagem brasileira.
  • O maestro enfatiza a importância de conhecer e entender ambos os movimentos para apreciar plenamente a peça.

Bachianas No. 6

As Bachianas No.6 é a mais curta de todas e possuiu dois movimentos. O primeiro movimento combina choro com seresta e contraponto e o segundo movimento é descrito como mais livre e improvisatório. Ele chama o primeiro movimento de Ária (Choro) e Fantasia (Allegro).

No vídeo a seguir você pode ouvir a Bachianas número 6 completa interpretada pela Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Villa-Lobos brinca com elementos da musica popular brasileira e a música barroca.

Bachianas No. 7

A Bachianas No. 7 foi composta com quatro movimentos: O Prelúdio (Ponteio), a Giga (Quadrilha Caipira) , a Toccata (Desafio) e Fuga (Conversa). Vale um destaque para a palavra Giga que é uma dança irlandesa. Villa-Lobos também apresenta o segundo movimento como uma quadrilha caipira que também é uma dança. Dessa forma, ele mais uma vez conecta a cultura brasileira com o barroco.

No vídeo a seguir a Bachianas Brasileiras No.7 é interpretada pela Orquestra Sinfônica da Radio e Televisão Espanhola (RTVE).

Bachianas No. 8

As Bachianas No. 8 é dividida em 4 movimentos: Prelúdio (Adágio), Ária (Modinha), Toccata (Catira Batida) e Fuga. Mais uma vez vemos ritmos brasileiros como a Catira mostrando o nacionalismo do compositor.

Bachianas Brasileiras No. 8, possui três movimentos: Ária, Toccata (Catira Batida) e Fuga. No vídeo a seguir você pode ouví-la interpretada pela Orquestra Jovem de Madrid.

Bachianas No. 9

A Bachianas Brasileira No. 9 possui dois movimentos, sendo um Prelúdio (Vagaroso e Místico) e uma Fuga (Pouco Apressado). No vídeo a seguir você pode ouvir as Bachianas No.9 interpretada pela Orquestra Filarmônica de Fresno.

Choros: A Alma do Brasil em Movimento 

Os Choros são uma série de composições que exploram a diversidade rítmica e instrumental da música brasileira. Do solo de violão ao conjunto de câmara, os Choros capturam a essência do choro, um gênero musical tipicamente brasileiro que combina elementos de música europeia, africana e indígena.

Cada choro é um universo em si, com suas particularidades e sua energia contagiante. Em conjunto, eles formam um painel vibrante da cultura brasileira, uma celebração da improvisação, da virtuosidade e da alegria de fazer música.

Heitor Villa-Lobos, o famoso compositor brasileiro, compôs uma série de 14 obras chamadas “Choros”. No entanto, duas dessas obras foram perdidas. Portanto, atualmente, temos 12 “Choros” de Villa-Lobos disponíveis. Essas obras foram compostas entre 1920 e 1929. Cada “Choro” é único e apresenta uma variedade de estilos musicais.

Choro No.1 : Violão

Villa-Lobos compôs choros para vários instrumentos. O Choro No.1, por exemplo foi composto para violão. O vídeo a seguir mostra esta obra interpretada por Julian Bream.

Choro No.2 : Flauta e Clarinete

Já o choro No.2 foi composto para flauta e clarinete. O vídeo a seguir mostra a obra interpretada por Marcelo Bomfim e Cristiano Alves.

A Seguir mostramos uma lista de todos os choros compostos por Villa-Lobos com os respectivos instrumentos para os quais foram compostos:

Lista dos Choros

  1. Choro nº 1: Violão
  2. Choro nº 2: Flauta e clarinete
  3. Choro nº 3 (“Pica-pau”): Coro masculino ou sete instrumentos de sopro, ou ambos juntos
  4. Choro nº 4: Três trompas e trombone
  5. Choro nº 5 (“Alma brasileira”): Piano
  6. Choro nº 6: Orquestra
  7. Choro nº 7 (“Settimino”): Flauta, oboé, clarinete, saxofone, fagote, violino, violoncelo, com o tam-tam ad lib
  8. Choro nº 8: Orquestra com 2 pianos
  9. Choro nº 9: Orquestra
  10. Choro nº 10 (“Rasga o coração”): Coro e orquestra
  11. Choro nº 11: Piano e orquestra
  12. Choro nº 12: Orquestra
  13. Choro nº 13: Duas orquestras e bandas (agora perdido)
  14. Choro nº 14: Orquestra, banda e coro (agora perdido)

O Legado de Villa-Lobos: Uma Sinfonia Inacabada

Heitor Villa-Lobos faleceu em 1959, deixando para trás um legado musical inestimável. Sua obra continua a inspirar gerações de músicos e compositores, dentro e fora do Brasil. Sua visão de uma música brasileira universal, que dialoga com o mundo sem perder suas raízes, permanece atual e inspiradora.

Villa-Lobos nos ensinou que a música é um instrumento poderoso de expressão, educação e transformação social. Ele nos mostrou que a riqueza cultural do Brasil é um tesouro a ser explorado e compartilhado com o mundo. Sua música é uma sinfonia inacabada, um convite para continuarmos a construir um país mais justo, mais humano, mais musical.

Como Explorar o Universo Sonoro de Villa-Lobos? 

Se você deseja se aventurar pelo universo sonoro de Villa-Lobos, aqui está uma lista de suas composições:

Heitor Villa-Lobos foi um prolífico compositor brasileiro, e suas obras abrangem uma variedade de gêneros. Aqui estão algumas de suas composições mais notáveis:

Choros:

  • Introdução aos Choros, para violão e orquestra (1929)
  • Choro Nº 1 para violão (1920)
  • Choro Nº 2 para flauta e clarinete (1924)
  • Choro Nº 3 “Pica-páo” (Pica-pau) para clarinete, fagote, saxofone, 3 trompas e trombone, ou para coro masculino, ou os dois juntos (1925)
  • Choro Nº 4 para 3 trompas e trombone (1926)
  • Choro Nº 5 para piano (1925) “Alma brasileira”
  • Choro Nº 6 para orquestra (1926)
  • Choro Nº 7 “Settimino” para flauta, oboé, clarinete, saxofone, fagote, violino, violoncelo, com o tam-tam ad lib. (1924)
  • Choro Nº 8, para orquestra com 2 pianos (1925)
  • Choro Nº 9, para orquestra (1929)
  • Choro Nº 10 para coro e orquestra (1926) “Rasga o coração”
  • Choro Nº 11 para piano e orquestra (1928)
  • Choro Nº 12, para orquestra (1929)
  • Choro Nº 13 para 2 orquestras e bandas (1929) agora perdido
  • Choro Nº 14 para orquestra, banda e coro (1928) agora perdido
  • Choro bis, para violino e violoncelo (1928-29)
  • Quinteto (em forma de choros) para flauta, oboé, trompa, clarinete e fagote (1928); arr. flauta, oboé, clarinete, trompa, fagote (1951)

Bachianas Brasileiras:

  • N° 1 para pelo menos 8 violoncelos (1930-38)
  • Nº 2 para orquestra (1930)
  • Nº 3 para piano e orquestra (1938)
  • Nº 4 para piano (1941)
  • Nº 5 para voz e, pelo menos, 8 violoncelos (1945)
  • Nº 6 para flauta e fagote (1938)
  • Nº 7 para orquestra (1942)
  • Nº 8 para orquestra (1944)
  • Nº 9, para coro ou orquestra de cordas (1945)

Concertos:

  • Suíte para piano e orquestra (1913)
  • Concerto nº 1 para violoncelo e orquestra (1915)
  • Fantasia em movimentos mistos para violino e orquestra (1921)
  • O Martírio dos Insetos para violino e orquestra (1925)
  • Momoprecoce, Fantasia para piano e orquestra (1929) ou banda (1931)
  • Ciranda das Sete Notas para fagote e orquestra de cordas (1933)
  • Concerto nº 1 para piano e orquestra (1945)
  • Concerto nº 2 para piano e orquestra (1948)
  • Fantasia para saxofone soprano, três trompas e cordas (1948)
  • Concerto para violão e orquestra Fantasia Concertante (1951), para Andrés Segovia
  • Concerto nº 3 para piano e orquestra (1957)
  • Concerto nº 4 para piano e orquestra (1952)
  • Concerto para harpa e orquestra (1953), para Zabaleta
  • Concerto nº 2 para violoncelo e orquestra (1953)

Outras composições notáveis incluem “Cair da tarde”, “Evocação”, “Melodia sentimental”, “Miudinho”, “O Canto do Uirapuru”, “Quadrilha”, “Descobrimento do Brasil”, “Cantinela”, “A floresta do Amazonas”, “Melodia Sentimental”, “Uirapuru”, “Rudepôema”.

Explore, experimente, descubra! A música de Villa-Lobos é uma porta de entrada para um mundo de beleza, emoção e descobertas.

Música sem Segredos
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