Aquarela do Brasil: A Obra-Prima de Ary Barroso

Fala galera, vamos mergulhar no mundo vibrante de Aquarela do Brasil, uma música que é praticamente uma carta de amor ao Brasil, escrita pelo genial Ary Barroso. Essa obra-prima conquistou corações pelo mundo afora, e hoje vamos bater um papo sobre o compositor da música, a canção em si, quando ela foi composta, um pouco de história e cultura brasileira, e claro, o samba. Além disso, vamos explorar como essa melodia foi arranjada para vários instrumentos como piano, clarinete, bandolim, violino e violão. Pegue um café—ou quem sabe uma caipirinha—e vem comigo!

Ary Barroso: O Homem com Samba na Alma

Ary Barroso nasceu em 7 de novembro de 1903, em Ubá, uma cidadezinha de Minas Gerais, Brasil. Ele era um cara de muitos talentos—compositor, pianista, apresentador de rádio e até advogado por um tempo. Mas a música? Era aí que o coração dele batia de verdade. Órfão desde pequeno, Ary foi criado pela avó e pela tia, que tinham um pé na música. Não é surpresa que ele tenha pegado o gosto cedo. Na adolescência, já brincava no piano, absorvendo os sons da terra dele.

Barroso se mudou para o Rio de Janeiro nos anos 1920 pra estudar direito, mas a cena musical agitada da cidade o fisgou como um imã. O Rio era o coração pulsante da cultura brasileira na época, cheio de samba, choro e clima de carnaval. O curso de direito não teve chance—Ary largou tudo pra correr atrás do sonho musical. Começou tocando piano em teatros e cafés, e logo estava escrevendo músicas que capturavam o espírito do Brasil. Aquarela do Brasil, composta em 1939, seria a joia da coroa dele, mas já chego lá.

O que tornava Ary especial era o talento dele pra misturar melodias cativantes com letras que pintavam imagens vivas. Ele não era só músico; era um contador de histórias. E, nossa, que história ele contou com Aquarela.

A Música: Uma Aquarela do Brasil

Aquarela do Brasil é como um cartão-postal musical. Lançada em 1939, é um samba que transborda orgulho pela beleza natural do Brasil, seu povo e seu espírito. Ary a escreveu numa noite chuvosa no Rio, inspirado pelo barulho da chuva na janela. As letras são um tributo poético ao país, chamando-o de terra de samba e pandeiro, com imagens exuberantes de coqueiros, céus azuis e mulatas dançando no ritmo. É o tipo de música que dá vontade de levantar e dançar—ou pelo menos bater o pé se você for tímido.

A música veio na hora certa. Em 1939, o Brasil estava sob o governo de Getúlio Vargas, que empurrava uma agenda nacionalista. Aquarela do Brasil caiu como uma luva, celebrando tudo o que era brasileiro com uma vibe alegre e unificadora. Não foi só um sucesso em casa—ganhou o mundo, graças, em parte, a Walt Disney. Em 1942, Disney a incluiu no filme animado Saludos Amigos, apresentando a canção a plateias globais. De repente, o Brasil não era só um lugar distante; era um paraíso colorido e ritmado que você podia sentir em cada nota.

Ary a escreveu como um samba-exaltação, um subgênero do samba que exalta algo—aqui, o próprio Brasil. A melodia é ousada e animadora, com um ritmo que é puro samba: sincopado, gingado e impossível de resistir. Não é à toa que virou um dos hinos extraoficiais do Brasil.

Um Pouco de História e Cultura Brasileira

Pra entender Aquarela do Brasil de verdade, é bom saber um pouco sobre o Brasil dos anos 1930 e a cultura que a moldou. Era uma época em que o país estava definindo sua identidade. Após séculos de colonização portuguesa e ondas de imigração—especialmente da África, Europa e, mais tarde, do Japão—o Brasil era um caldeirão de tradições. A música era onde tudo se encontrava, e o samba era a cola.

O samba nasceu no início do século 20, enraizado nas comunidades afro-brasileiras das favelas do Rio. Cresceu a partir de ritmos trazidos por africanos escravizados, misturados com melodias portuguesas e um toque local. Nos anos 1930, o samba saiu das ruas pro mainstream, graças ao rádio e ao carnaval. Não era só música—era um estilo de vida, uma celebração de resistência e alegria apesar das dificuldades. Ary Barroso capturou essa energia com Aquarela.

A música também reflete o amor do Brasil por suas paisagens. As letras falam de “terra do samba e do pandeiro” e “meu Brasil brasileiro”, pintando um quadro de um país orgulhoso de suas raízes. Tem aquela alma tropical—pense em palmeiras balançando, sol quente e o burburinho de um mercado animado. Até hoje, ela evoca um Brasil nostálgico e atemporal.

Samba: O Coração de Aquarela

Vamos falar de samba um minutinho, porque é o pulso dessa música. Samba não é só um gênero—é uma sensação. Tem aquele ritmo 2/4 que ginga entre as batidas, movido por instrumentos como o surdo, o tamborim e o pandeiro. A síncope—o jeito que os acentos caem fora do tempo principal—dá aquele balanço irresistível. Não dá pra ficar parado ouvindo.

Em Aquarela do Brasil, o ritmo do samba está bem na frente, mas Ary o enfeitou com uma melodia rica e orquestral. É mais grandioso que um samba de rua comum, com um toque teatral que faz parecer uma festa num palco grande. Por isso ela foi adaptada tantas vezes—tem uma estrutura forte o suficiente pra aguentar todo tipo de arranjo.

Arranjos: Uma Melodia pra Cada Instrumento

Uma das coisas mais legais de Aquarela do Brasil é como ela é versátil. Ao longo das décadas, músicos pegaram a criação de Ary e a transformaram em versões pra todo tipo de instrumento. Vamos dar uma olhada em alguns!

Piano

O piano era o instrumento do próprio Ary, então não é surpresa que Aquarela brilhe nas teclas. Arranjos solo pro piano costumam manter o ritmo do samba na mão esquerda, com aqueles acordes sincopados que imitam o pulso de um pandeiro ou surdo. A mão direita brinca com a melodia, adicionando floreios e passagens jazzísticas. Pense num pianista como Antônio Carlos Jobim (que veio depois, mas adorava o trabalho de Ary)—é aquela mistura de precisão clássica com o balanço brasileiro. Um bom pianista te faz sentir como se estivesse paseando pela praia de Copacabana, drink na mão.

Clarinete

O clarinete traz uma vibe totalmente diferente pra Aquarela. Seu tom suave e amadeirado suaviza as bordas da música, dando um ar jazzístico, quase melancólico—perfeito pra uma versão mais lenta e reflexiva. Em arranjos de big band ou orquestra (como os dos anos 1940), o clarinete muitas vezes assume a melodia principal, costurando entre os metais e as cordas. Imagine Benny Goodman tocando com um toque brasileiro—é brincalhão e cheio de alma, deixando o ritmo do samba entrar pelo acompanhamento.

Arranjo para Piano e Clarinete

Bandolim

O bandolim não é típico do samba, mas tem um som brilhante e saltitante que combina com Aquarela como uma luva. Na música brasileira, você pode ouvi-lo no choro, um primo do samba, então não é difícil adaptá-lo aqui. Um arranjo pro bandolim destacaria a melodia com dedilhados rápidos e trêmulos, mantendo o pulso animado do samba. É como se a música tivesse encolhido pra uma serenata num canto de rua íntimista e cheia de charme. Junte com um violão ou cavaquinho, e você tem um duo que poderia tocar em qualquer festa de carnaval.

Arranjo para Bandolin e Piano

Violino

O violino leva Aquarela pra um lugar elegante. Em versões orquestrais—como a que Disney usou. Ele voa sobre o conjunto, carregando a melodia com linhas longas e suaves. Um arranjo solo pro violino pode explorar o lado romântico da música, com slides e vibratos que ecoam o balanço dos quadris de uma dançarina.

Arranjo para Violino e Piano

Violão

O violão é perfeito pra Aquarela, especialmente no Brasil, onde é um clássico no samba e na bossa nova. Uma versão solo no violão pode usar dedilhados pra sobrepor a melodia a um ritmo firme de samba, com acordes que ressoam como uma brisa quente. Num duo ou trio, o violão se junta à percussão, deixando as cordas cantarem enquanto os tambores mantêm a festa viva. É relaxado, mas animado, ideal pra um encontro na varanda.

Por Que Ela Ainda Importa

Estamos aqui em 2025, e Aquarela do Brasil continua firme e forte. Já foi regravada por todo mundo, de Frank Sinatra a artistas brasileiros modernos como Ivete Sangalo. Apareceu em filmes, comerciais e até videogames. Por quê? Porque é mais que uma música—é uma vibe. Ela captura aquela alegria de viver brasileira, aquela mistura de orgulho, beleza e ritmo que é difícil de explicar, mas fácil de sentir.

Ary Barroso faleceu em 1964, mas o legado dele vive toda vez que alguém toca Aquarela. É um lembrete da rica cultura do Brasil, sua história de misturar influências e o poder da música de unir as pessoas. Seja num piano num clube de jazz, num clarinete numa big band ou num violão num telhado do Rio, essa música mantém o espírito do samba vivo.

Então, da próxima vez que você ouvir Aquarela do Brasil, deixe ela te levar. Imagine as praias, as montanhas, o povo dançando nas ruas. Ary nos deu uma aquarela, sim—um respingo da alma do Brasil que nunca desbota. Agora, com licença, me deu uma vontade súbita de dançar!

Para Comprar

Aquarela do Brasil na voz de Gal Costa

¿Quién Será? (Sway): História e Arranjos para um Clássico que Conquistou o Mundo.

Há músicas que transcendem fronteiras, épocas e culturas. Elas têm o poder de nos fazer dançar, sonhar e nos transportar para outros lugares apenas com suas melodias. “Sway”, também conhecida originalmente como “¿Quién Será?”, é uma dessas canções mágicas que conquistou corações ao redor do mundo. Neste post, vamos mergulhar na fascinante história desta música atemporal, explorando suas origens mexicanas, sua jornada para o estrelato internacional e as muitas formas que ela assumiu ao longo dos anos.

Origem Mexicana

Nossa história começa no México, na década de 1950. O cenário musical do país estava fervilhando com criatividade, misturando ritmos tradicionais com influências modernas. Foi neste contexto que nasceu “¿Quién Será?”, a canção que mais tarde se tornaria conhecida internacionalmente como “Sway”.

Compositor

O nome por trás desta obra-prima musical foi Luiz Dem´étrio e Pablo Beltrán Ruiz, Luiz escreveu a primeira versão e vendeu seus direitos ao talentoso compositor e maestro mexicano Pablo Ruiz.

A canção foi composta em 1953, e a inspiração veio de uma combinação de influências musicais e experiências pessoais. O ritmo contagiante do mambo, que estava no auge de sua popularidade, serviu como base para a estrutura rítmica da canção. A melodia, por outro lado, tinha elementos do bolero romântico, criando uma fusão única que capturava tanto a paixão quanto a energia da música latina.

O título “¿Quién Será?” (que significa “Quem Será?” em português) reflete o tema da letra original em espanhol. A canção fala sobre um amor misterioso e sedutor, questionando quem poderia ser essa pessoa que desperta tais sentimentos intensos. Esta combinação de mistério e romance, embalada em um ritmo dançante, provou ser irresistível para o público.

A música foi lançada inicialmente como um instrumental, com a orquestra de Beltrán Ruiz apresentando-a em clubes noturnos e na rádio. A resposta foi imediata e entusiástica. Os dançarinos adoraram o ritmo contagiante, e logo “¿Quién Será?” se tornou um hit local no México.

A Jornada para o Reconhecimento Internacional

O sucesso de “¿Quién Será?” no México não passou despercebido pela indústria musical internacional. Em 1954, a gravadora RCA Victor lançou a música nos Estados Unidos, ainda em sua versão instrumental original. A recepção foi positiva, especialmente nas comunidades latino-americanas, mas o grande salto para a fama mundial ainda estava por vir.

O ponto de virada para “¿Quién Será?” veio quando o letrista americano Norman Gimbel ouviu a música. Gimbel, conhecido por seu talento em adaptar canções estrangeiras para o mercado americano, ficou imediatamente cativado pela melodia sedutora e pelo ritmo irresistível da composição de Beltrán Ruiz.

Norman Gimbel, nascido em 16 de novembro de 1927 no Brooklyn, Nova York, já era um letrista estabelecido quando encontrou “¿Quién Será?”. Ele tinha um dom especial para capturar a essência de músicas estrangeiras e recriá-las de uma forma que ressoasse com o público americano. Seu trabalho anterior incluía adaptações de sucessos brasileiros como “The Girl from Ipanema” e “Summer Samba”.

Para “¿Quién Será?”, Gimbel decidiu não fazer uma tradução literal da letra original em espanhol. Em vez disso, ele criou uma nova letra em inglês que capturava o espírito sedutor e romântico da melodia. O resultado foi “Sway“, uma canção que manteve o apelo dançante do original, mas com letras que falavam diretamente ao público de língua inglesa.

A letra de “Sway” se concentra no poder hipnótico da dança e da música. Frases como “When marimba rhythms start to play, dance with me, make me sway” (Quando os ritmos de marimba começam a tocar, dance comigo, me faça balançar) capturam perfeitamente a atmosfera sensual e envolvente da melodia. A escolha do título “Sway” também foi brilhante, evocando o movimento suave e sedutor da dança.

O Lançamento de “Sway” e seu Impacto Imediato

Em 1954, “Sway” foi lançada nos Estados Unidos, com Dean Martin como o primeiro artista a gravar esta nova versão em inglês. A escolha de Martin foi perfeita. Sua voz suave e seu estilo cool se encaixavam perfeitamente com a atmosfera sofisticada e sedutora da música.

A versão de Dean Martin de “Sway” foi um sucesso instantâneo. Ela alcançou o 15º lugar na parada Billboard Hot 100 e se tornou uma das assinaturas de Martin. A performance de Martin trouxe uma mistura de charme descontraído e romance sutil que ressoou com o público americano e ajudou a estabelecer “Sway” como um clássico atemporal.

O sucesso de “Sway” não se limitou aos Estados Unidos. A música rapidamente se espalhou internacionalmente, sendo traduzida e adaptada para vários idiomas. Na Itália, por exemplo, ela se tornou “Chi sarà” mantendo uma proximidade com o título original em espanhol.

A Evolução de “Sway” ao Longo das Décadas

Desde seu lançamento inicial, “Sway” tem sido regravada e reinterpretada por inúmeros artistas, cada um trazendo sua própria abordagem única para a música. Vamos explorar algumas das versões mais notáveis e como elas contribuíram para a longevidade e popularidade contínua da canção.

Anos 1960 e 1970: A Era do Swing e do Pop

Durante as décadas de 1960 e 1970, “Sway” continuou a ser uma favorita entre os artistas de swing e pop. Artistas como Julie London e Rosemary Clooney lançaram versões que mantiveram o apelo sofisticado da música.

Uma versão particularmente notável deste período foi a de Pérez Prado, o “Rei do Mambo”. Sua interpretação instrumental de 1960 trouxe de volta as raízes latinas da música, com um arranjo vibrante que destacava os metais e a percussão. Esta versão ajudou a reintroduzir “Sway” para uma nova geração de ouvintes e dançarinos.

Os Anos 2000 até Hoje: “Sway” na Era Moderna

Nos últimos 20 anos, “Sway” continuou a fascinar artistas e público. Versões notáveis incluem:

  1. Michael Bublé (2003): A interpretação de Bublé trouxe de volta o estilo big band para “Sway”, com um arranjo luxuoso que homenageava a era do swing enquanto soava fresco e contemporâneo.
  2. The Pussycat Dolls (2004): Esta versão pop dance deu uma reviravolta moderna à música, incorporando elementos de R&B e música eletrônica.
  3. Il Divo (2006): O grupo de ópera pop apresentou uma versão grandiosa de “Sway”, misturando elementos clássicos com pop contemporâneo.
  4. Shaft (2000): Esta versão dance eletrônica trouxe “Sway” para as pistas de dança do novo milênio, provando a versatilidade da composição.

Cada uma dessas interpretações trouxe algo único para “Sway”, demonstrando a incrível adaptabilidade da composição original de Beltrán Ruiz e a genialidade da letra de Gimbel.

“Sway” na Cultura Popular

Além de seu sucesso nas paradas musicais, “Sway” se tornou uma parte integrante da cultura popular, aparecendo em inúmeros filmes, programas de TV e comerciais ao longo dos anos.

“Sway” tem sido utilizada em várias trilhas sonoras de filmes, muitas vezes em cenas de dança ou momentos românticos. Alguns exemplos notáveis incluem:

  1. Shall We Dance?” (2004): Neste filme estrelado por Richard Gere e Jennifer Lopez, “Sway” é apresentada em uma cena de dança memorável que captura perfeitamente o espírito sedutor da música.
  2. “Dark City” (1998): A música aparece em uma cena crucial, adicionando uma camada de mistério e romance ao filme noir de ficção científica.
  3. “Blast from the Past” (1999): “Sway” é usada para estabelecer o ambiente de um clube noturno dos anos 60, destacando seu status atemporal.

Arranjos de “Sway” para Você

Ao longo dos anos, “Sway” foi adaptada para uma variedade de estilos e instrumentações. Aqui estão alguns links onde você poderá ver o vídeo e adquirir a partitura para tocar junto.

Bandolim

O bandolim, com seu som brilhante e articulado, oferece uma interpretação interessante de “Sway”. Os arranjos para bandolim geralmente aproveitam as características únicas do instrumento:

  1. Tremolo: A técnica de tremolo, característica do bandolim, pode ser usada para sustentar notas longas da melodia, criando um efeito semelhante ao vibrato de um cantor.
  2. Ornamentações rápidas: A agilidade do bandolim permite a adição de ornamentações rápidas e floreios à melodia principal, adicionando complexidade e interesse à linha melódica.
  3. Acompanhamento rítmico: Em conjuntos, o bandolim pode alternar entre liderar a melodia e fornecer um acompanhamento rítmico percussivo, aproveitando o ataque afiado das notas do instrumento.

Um arranjo típico de “Sway” para bandolim solo podem ser acompanhados por um instrumento harmônico como é o caso do violão ou piano. O exemplo no vídeo a seguir mostra um arranjo para bandolim com acompanhamento pele violão acústico.

Violino

O violino, com sua capacidade de produzir linhas melódicas expressivas e sustentadas, oferece uma interpretação comovente de “Sway”. Os arranjos para violino frequentemente exploram:

  1. Vibrato expressivo: O vibrato do violino pode capturar a qualidade sensual e emotiva da voz humana na melodia de “Sway”.
  2. Técnicas de arco variadas: Alternar entre arco legato para frases longas e spiccato para passagens mais rítmicas pode adicionar variedade e interesse ao arranjo.
  3. Cordas duplas: Tocar duas cordas simultaneamente permite que o violinista crie harmonias e texturas mais ricas, compensando a natureza monofônica do instrumento.

Arranjos para violino solo podem ser acompanhados por instrumentos harmônicos como o piano ou violão. O vídeo a seguir mostra um exemplo deste tipo de arranjo onde a melodia é tocada pelo violino e o acompanhamento pelo vioão acústico.

Cello e Violão Acústico

Um arranjo de cello e violão acústico para a música “Sway” pode criar uma atmosfera envolvente e sofisticada, destacando a riqueza dos timbres de ambos os instrumentos. O violão acústico, com sua capacidade de fornecer uma base rítmica suave e harmonias complexas, complementa perfeitamente o som profundo e melódico do cello. Juntos, eles podem explorar estilos que vão do jazz ao pop, trazendo uma nova dimensão à música. 

O cello pode assumir o papel de voz principal, interpretando a melodia com expressividade e nuances, enquanto o violão adiciona camadas rítmicas e harmônicas, criando uma interpretação única e cativante. O vídeo a seguir é uma mostra do arranjo para esta música onde o Cello toca a melodia e o violão acústico faz o acompanhamento.

Clarinete en Si bemol e Violão

O clarinete é pouco usado neste estilo de música, mas quando usado para tocar a melodia, cria uma atmosfera sofisticada. É uma excelente pedida para inovar e trazer um pouco da cultura do chorinho onde é bastante usado. O vídeo a seguir traz um arranjo para a música Quien Será (Sway) onde o clarinete em si bemol executa a melodia e o violão acústico toca o acompanhamento.

A Estrutura Musical de “Sway”

Para entender completamente o apelo duradouro de “Sway”, é útil examinar sua estrutura musical. Vamos analisar os elementos-chave que tornam esta música tão cativante:

Ritmo

O ritmo é um dos aspectos mais distintivos de “Sway”. A música é geralmente tocada em um compasso 4/4, mas com uma forte influência do ritmo de bolero-mambo. Este ritmo é caracterizado por:

  • Uma ênfase no segundo e quarto tempos de cada compasso.
  • Um padrão de percussão latina que inclui claves, congas e timbales.
  • Uma linha de baixo que frequentemente usa o padrão “tumbao”, típico da música cubana.

Este ritmo cria uma sensação de movimento constante e ondulante, que é perfeitamente capturada no título em inglês “Sway”.

Melodia

A melodia de “Sway” é notavelmente cativante e memorável. Ela apresenta várias características interessantes:

  • Começa com uma frase ascendente que imediatamente chama a atenção do ouvinte.
  • Usa repetição efetivamente, com frases curtas que são fáceis de lembrar e cantar junto.
  • Incorpora saltos intervalares que criam tensão e resolução, mantendo o interesse do ouvinte.
  • Tem um contorno melódico que reflete o movimento de balanço sugerido pelo título, com frases que sobem e descem de forma graciosa.

Harmonia

A progressão harmônica de “Sway” é relativamente simples, mas eficaz. Ela geralmente segue um padrão de I-V-I (tônica-dominante-tônica) com algumas variações. Esta simplicidade harmônica permite que a melodia e o ritmo brilhem, ao mesmo tempo em que proporciona uma base sólida para improvisações e variações.

Alguns acordes característicos incluem:

  • O uso de acordes de sétima, que adicionam uma qualidade jazzística à progressão.
  • Ocasionais acordes de nona e décima primeira, que adicionam cor e sofisticação.
  • Movimentos cromáticos na linha do baixo, que criam tensão e movimento.

Letra

Embora a versão original em espanhol e a versão em inglês tenham letras diferentes, ambas capturam o espírito sedutor e romântico da música. A letra em inglês, escrita por Norman Gimbel, é particularmente notável por sua eficácia em combinar com a melodia e o ritmo. Frases como “Other dancers may be on the floor, dear, but my eyes will see only you” (Outros dançarinos podem estar no salão, querida, mas meus olhos só verão você) capturam perfeitamente a atmosfera romântica e íntima que a música evoca.

“Sway”, ou “¿Quién Será?”, é muito mais do que apenas uma canção popular. É um testemunho do poder da música para transcender barreiras culturais e linguísticas. Desde suas origens como um mambo mexicano até seu status atual como um standard internacional, “Sway” demonstra como uma melodia cativante, um ritmo irresistível e uma letra evocativa podem se combinar para criar algo verdadeiramente atemporal.

Letra Original em Espanhol (¿Quién Será?)

¿Quién será la que me quiera a mí?
¿Quién será, quien será?
¿Quién será la que me dé su amor?
¿Quién será, quien será?

Yo no sé si la podré encontrar
Yo no sé, yo no sé
Yo no sé si volveré a querer
Yo no sé, yo no sé

He querido volver a vivir
La pasión y el calor de otro amor
De otro amor que me hiciera sentir
Que me hiciera feliz como ayer lo fui

Ay, ¿quién será la que me quiera a mí?
¿Quién será, quien será?
¿Quién será la que me dé su amor?

Letra em Inglês (Sway)

When marimba rhythms starts to play
Dance with me
Make me sway
Like a lazy ocean hugs the shore
Hold me close
Sway me more

Flashing lights of devotion
Circling in slow motion
I kissed the lips of a potion
And now I’m out in the open
So follow me into the dark
Break up a piece of your heart
Sell it for, sell it for, sell it for money and cars
Come out wherever you are
My motivations are
All my temptations are
My heart is racing with sensation
With sensation now
I whip my diamonds out
My time is timeless now
I get so high

(Ah)
The feeling, feeling so supersonic
(Ah)
I try to stop but I just can’t stop it
(Ah)
Dancing in flames, dancing in flames
Sway with me, sway, sway, sway

When marimba rhythms starts to play
Dance with me
Make me sway
Like a lazy ocean hugs the shore
Hold me close
Sway me more

Icy
Yeah, super sly chick (aye) I be on the list
Always in the midst I’ll blow a bag quick
Bad boy want this, bad boy don’t miss (Ha, ha)
Run up on me I bet he get the gist
Harley, Harley catch a quick body
Vroom, vroom, vroom
Like I’m ridin’ a Harley
But I’m in a Rari (Skrrt)
Sorry not sorry (Sorry)
Didn’t say a peep but I know them birds saw me

Tell your people to call me
If it is ‘bout that chicken
The most wanted in Gotham
All your diamonds is missin’
Oh, you thought I was kiddin’
This a suicide mission
You need to make a decision
On what side is you pickin’

(Sway)
See it if I want it I’ma take that
(Sway)
See it if I want it I’ma take that
(I take what I want)
(Sway)
See it if I want it I’ma take that
(Sway, ooh-ooh-ooh-ooh-ohh)
See it if I want it I’ma take that
(Sway)
Girls like me they don’t make that
(Sway)
Girls like me they don’t make that
(Sway)
(Sway with me, sway, sway, sway)
Girls like me they don’t make that
(Sway)

When marimba rhythms starts to play
Dance with me
Make me sway
Like a lazy ocean hugs the shore
Hold me close
Sway me more

They can see the show is beginnin’
All the devils are singin’
Climbing up on the chandelier
You can’t stop me from swingin’
So follow me into the dark
Break up a piece of your heart
Sell it for, sell it for, sell it for money and cars
Come out wherever you are

When marimba rhythms starts to play
(Oh-oh-oh)
Dance with me
Make me sway
Like a lazy ocean hugs the shore
Hold me close
Sway me more

Música sem Segredos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.