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O que é Walking Bass?

O Walking bass também conhecido como baixo andante, é um estilo bastante utilizado no jazz que cria uma sensação de movimento, ou de caminhada na linha do baixo, e daí seu nome de baixo andante. Embora bastante utilizado no jazz este estilo de baixo já era utilizado na música clássica barroca. Mas vamos falar de atualidades e de música popular.

Vou deixar aqui uma fórmula simples postada em um dos vídeos do Prof. Nelson Faria ( Link para o vídeo) em quatro por quatro que consiste em tocar uma nota do baixo para cada tempo do compasso seguindo a seguinte sequência: Fundamental, quinta abaixo da fundamental, fundamental novamente e uma nota de passagem que pode estar um semitom acima ou abaixo da próxima nota do acorde. Não é recomendado tocar uma quinta acima da fundamental, então na impossibilidade de executar a quinta prefira manter a fundamental e depois tocar uma nota de passagem.

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Resolvi seguir a mesma sequência de acordes do Prof. Nelson em iniciando em o primeiro compasso em Mi menor, o segundo compasso em  lá com sétima em seguida Ré maior e por fim si com sétima que prepara para o acorde de mi menor repetindo o ciclo.

Ao escrever o exemplo na partitura mantive a levada do jazz que subdivide cada tempo do compasso em três destacando a última subdivisão. Para isso usei tercinas para obter o swing no playback.

Aprenda a modular de um tom a outro – Fórmulas de Modulação

No nosso post anterior começamos a falar sobre modulação. Neste vamos exemplificar como a modulação de um tom para outro pode ser feita com encadeamentos de acordes de sétima da dominante onde o acorde que precede é sempre a quinta com sétima do acorde que o segue. No primeiro compasso iniciamos com C7 que é a quinta de fá, usamos então o F7 que é a quinta de Bb7 que por sua vez é a quinta de Eb7 e assim sucessivamente. Desta forma temos uma sequência que passa pelos 12 tons fechando o ciclo das modulações no acorde final de C6 (a sexta aqui é apenas um jazzístico, poderia ser o acorde maior sem problemas).

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Vale apena comentar que no quarto compasso, o acorde de Cb7 é enarmônico do acorde de B7. A mudança de notação aqui é para simplificar a notação no pentagrama conectando o lado dos bemóis ao lado dos sustenidos no ciclo das quintas. Fizemos então a ligadura dos dois acordes já que possuem o mesmo som.

A seguir compartilhamos algumas fórmulas modulantes de acordo com o intervalo formado entre as notas das duas tonalidades. Os exemplos estão na tonalidade de dó maior e logo abaixo de cada fórmula listamos a nomenclatura em graus da escala maior. Estes exemplos podem ser transpostos para as tonalidades de seu interesse.

 

Referência Bibliográfica: Jazz Harmonia. Koellretter, H.J. 1960.

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O que é Modulação?

Modulação é a mudança de tonalidade no decorrer da canção (composição). Na música clássica podemos ter uma peça pequena que começa e termina no mesmo tom, no entanto, composições mais longa podem ficar entediantes sem mudanças de tonalidades. Arnold Schoenberg, um dos mais conhecidos compositores do século XX compara a modulação com a mudança de cenário em uma peça de teatro.

A música popular pode ou não trabalhar com modulações. A parte final da música Olê Olá de Chico Buarque possui modulações cromáticas, ou seja, de meio em meio tom. A partitura a seguir exemplifica esta modulação trazendo a melodia, cifras e o baixo que marca bem as alterações nas tonalidades.

Ouça o trecho da música a seguir.

Há várias técnicas para modulações, no entanto o mais usado e considerado uma das melhores é o uso de acordes de sétima da dominante ou acordes de sétima da dominante com quinta aumentada. São usuais também os acordes de nona e de sexta da dominante. No modo menor emprega-se também frequentemente os acorde de sétima diminuta ou meio diminuta.

O que é Timbre?

Um dos significados da palavra timbre é originária do francês e significa carimbo ou marca. Na música, pode significar um tipo de instrumento de percussão antigo ou ainda a pele de baixo de um tambor. Na composição, timbre tem mais o sentido de marca, pois caracteriza o som de um instrumento ou voz ainda que esteja emitindo a nota na mesma frequência de outro.

Quando tocamos a nota lá logo após o dó central no piano temos uma nota que está vibrando a uma frequência de 440 Hz. Podemos tocar a mesma nota, na mesma frequência no violão, violino, podemos cantar na mesma frequência, mas o som produzido em cada situação terá uma característica diferente, é como  falar em cor do som, ou um brilho que difere cada instrumento ainda que estejam tocando a mesma nota.

A maneira mais fácil de visualizar estas diferenças é obaserva o desenho ou gráfico formado no fonograma ao se gravar a mesma nota em diferentes instrumentos.

Desta forma, é o timbre do instrumento é a sua marca, ou seu DNA. São estas diferenças que enriquecem a composição e possibilitam a riqueza de sons em uma banda, coral ou orquestra.

Como baixar partituras e MIDI’s de domínio Público

Baixar obras em domínio público nem sempre é fácil, já que há diversas versões da mesma música e nem sempre encontramos a versão original. Para ajudar nesta busca disponibilizamos um link do site do portal domínio público. Lá você encontrará não apenas partituras e midi’s, mas também livros, teses, enfim, tudo que caiu em domínio público.

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O que são acordes SUS ou suspensos?

Acordes suspensos

Sus é a abreviação para suspenso. Um acorde suspenso não é  maior nem menor, pois a suspensão refere-se à terça. Como é a terça que caracteriza o acorde como maior ou menor, a ausência dela caracteriza um acorde suspenso. Desta forma, um Power chord que possui apenas tônica e quinta é um acorde suspenso, pois não possui a terça. No caso dos Power chords, não levam o SUS na cifra, já que são cifrados com um número 5. Assim, o Power chord de dó é C5. Os acordes que levam SUS na cifra são os que além de suspender a terça, a substitui por outra nota que pode ser a quarta (Sus 4) ou a segunda (Sus 2).

Os acordes sus4 ( Csus4)não devem ser confundidos com os acordes com quarta adicionada (C4 ou Cadd4), já quando adicionamos a quarta nos acordes com quarta adicionada não removemos a terça. Este acorde é bastante dissonante, já que a terça conflita com a quarta devido a separação de um semitom entre elas.

Veja o vídeo abaixo para mais informações!
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Por que alguns intervalos são justos e outros são maiores ou menores?

sexta menor

Você já se perguntou por que alguns intervalos são maiores e menores e outros são justos? Durante muito tempo eu decorei que os intervalos de segunda, de terças e sextas e sétima são maiores ou menores e os de quartas, quintas e oitavas são justos. Mas por quê?

A explicação está na distância em semitons que os intervalos ascendentes e descendentes possuem. Vamos pensar na escala de dó maior. O intervalo de dó a ré é ascendente e possui uma distância de 2 semitons. É um intervalo de segunda porque passamos por duas notas o dó e o ré (lembrando que na escala de dó maior não há nenhum acidente, ou seja, nenhum sustenido ou bemol). Se fizermos a escala descendente temos do, si sendo um intervalo de segunda descendente cuja distância é de apenas um semitom. Então para diferenciar temos que o primeiro é um intervalo de segunda maior e o segundo um intervalo de segunda menor.

Agora prestem atenção nos intervalos de quarta ascendente e descendente. Como intervalo de quarta ascendente temos de dó a fá cuja distância é de cinco semitons. Se tomarmos o intervalo de quarta descendente que é a distância entre a nota dó e sol temos também a distância de cinco semitons.

Se fizermos a mesma análise para os intervalos de terça ascendente que é de dó a mi e descendente que é de dó  a lá, temos que o intervalo de do a mi ascendente tem uma distância de 4 semitons e o intervalo de terça descendente tem apenas 3 semitons. Para diferenciar chamamos o primeiro de terça maior e o segundo de terça menor.

Para os intervalos de sexta ascendentes temos uma distância de 9 semitons ( de dó a lá) e o descendente (de dó a mi) tem uma distância de apenas 8 semitons. Para os de sétima ascendente ( de dó a si) temos 11 semitons e para o de sétima descendente ( de dó a ré) apenas 10 semitons.

Fazendo a mesma análise para o intervalo de quinta temos que a distância entre o intervalo de quinta ascendente (de dó a sol) é de 7 semitons e o descendente (de dó a fá) é também de 7 semitons e por isso é chamado de quinta justa. O de oitava possui a distância de 12 semitons de dó a dó independente da direção.

É por essa razão que chamamos alguns intervalos de maiores e menores e outros de justos.

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